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Wall Street perde força e inicia agosto em baixa

02/08/2021 18h48

Nova York, 2 Ago 2021 (AFP) - A bolsa de Nova York começou o mês de agosto em baixa, com seu índice de referência, o Dow Jones, no vermelho depois dos números decepcionantes do setor manufatureiro na China.

O Dow Jones registrou baixa de 0,28%, fechando a 34.838,16 pontos, e o índice ampliado S&P 500 - das 500 maiores empresas cotadas - recuou 0,18%, a 4.387,16 unidades. Já o Nasdaq - de componente tecnológico - permaneceu praticamente estável, em alta de 0,06%, a 14.681,07 pontos.

"O mercado abriu em alta, mas fechou parcialmente no vermelho, devido a uma queda dos rendimentos dos bônus", um sinal de que os investidores procuram estes papéis pela característica de ser um valor de refúgio, resumiu Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.

Os mercados se preocupam com o crescimento econômico mundial.

A atividade manufatureira caiu ao seu menor nível em 15 meses em julho na China, segundo um índice independente publicado na segunda-feira, que confirma a tendência do índice oficial.

O setor manufatureiro cresceu em julho nos Estados Unidos mas, pelo segundo mês consecutivo, o fez em uma escala menor do que o esperado, devido a dificuldades de abastecimento que impedem que as indústrias respondam à alta demanda.

O índice ISM de gestores de compras, publicado nesta segunda-feira, situou-se em 59,5% contra 60,6% no mês passado, enquanto os analistas esperavam um leve aumento para 60,7%.

Um valor do índice acima de 50% indica expansão da atividade.

"A economia esfria na China e os investidores se tornam prudentes, pois temem a possibilidade de que se desacelere o crescimento" da economia mundial, destacou Cardillo.

Entre as ações do dia, os títulos da empresa de pagamentos eletrônicos Square subiram 10,17%, a 272,41 dólares, após o anúncio surpreendente no domingo da compra, por US$ 29 bilhões, da Afterpay, especialista do pagamento a crédito após a entrega de produtos.

Para a Square, dirigida pelo fundador do Twitter, Jack Dorsey, a aproximação desta start-up australiana utilizada por 16 milhões de pessoas em vários países, "é uma possibilidade de capitalizar as mudanças em curso no mundo do crédito tradicional, e mirar particularmente nos jovens", destacou Art Hogan, da National Securities.

Além disso, a Tesla, que na semana passada anunciou ter superado pela primeira vez os 100 milhões de dólares de lucro trimestral, teve alta de 3,27%, a 709,67 dólares.

vmt/jum/mr/llu/mvv

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