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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Boom de IPOs: saiba como investir nas ações das novas empresas da bolsa

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

do UOL

27/07/2021 04h00

O mercado de capitais brasileiro vive um verdadeiro boom de IPOs, sigla que na tradução significa Oferta Pública Inicial. O movimento começou em 2020 e segue aquecido em 2021.

Entre as estreias, vimos empresas como GetNinjas, Grupo Mateus, ModalMais, Smartfit e outras lançarem ações na bolsa. Mas há muito mais interessadas na fila. Será que tudo vale a pena? Quais cuidados é preciso ter?

O que é IPO?

A Oferta Pública Inicial representa a estreia de uma empresa na bolsa de valores, ou seja, é quando a empresa resolve pegar o capital social e vender parte dele no mercado, na forma de ações.

A empresa faz um IPO por dois motivos. O mais comum é captar dinheiro para fazer algum projeto, como comprar uma companhia, construir uma fábrica, etc. Nesse caso, é chamada de oferta primária.

O segundo motivo ocorre quando um grande sócio não quer mais ficar no negócio. Ele vende sua participação no IPO, na chamada oferta secundária.

Algumas empresas que estão na fila dos IPOs são Raízen, Grupo Big, Privalia, Kalunga, Havan, entre outras.

Como participar?

A empresa, na maioria das vezes, quer captar recursos para um projeto, mas não é ela que define quanto valem suas ações.

Quando resolve fazer um IPO, a empresa contrata coordenadores para a oferta. Pode ser uma ou algumas instituições que serão responsáveis por fazer o registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), coordenar a distribuição, precificar a ação depois de todos os interessados se inscreverem, entre outras atividades.

A maioria das corretoras participa das ofertas. Então, o primeiro passo é procurar dentro do site ou aplicativo da corretora quais são ofertas públicas em andamento. Por lá, você consegue fazer a reserva das ações. Geralmente, o investimento mínimo é de R$ 3 mil.

Após todos os interessados demonstrarem interesse, os coordenadores farão o rateio, ou seja, a divisão das ações. Se a oferta for muito procurada pode ser que você não leve o total do valor reservado.

São os coordenadores também que definem o preço a partir da demanda pelas ações. O processo é chamado de bookbuilding.

Riscos

Nos sites das corretoras, antes de fazer a reserva, verá que há um arquivo chamado prospecto. É um PDF, geralmente com mias de 200 páginas, que contém todas as informações: o quanto a empresa espera levantar no IPO, se é oferta primária ou secundária, quantos coordenadores participam, o histórico dos coordenadores em ofertas, os resultados da companhia nos últimos anos e outros dados.

Apesar de nem todo mundo ler tudo, é importante se atentar a três informações:

  1. Por que a empresa vai levantar dinheiro? Fará aquisições ou pagará dívidas?
  2. Como foram os resultados dos últimos anos? A empresa está abrindo ou fechando lojas? Está endividada? Lembre-se de que como a empresa não tinha capital aberto até então não tem balanço público. O prospecto costuma ser a primeira vez em que o mercado enxerga se o negócio está saudável.
  3. Quais os riscos da oferta? O prospecto lista os perigos do setor, da empresa e do cenário econômico. No prospecto da Havan, por exemplo, o Luciano Hang, dono da empresa, é citado como sendo um risco, justamente pelo seu posicionamento político.

Você investe em ações? Está de olho na nova leva de empresas da bolsa? Comente abaixo ou nas nossas redes sociais (Instagram e YouTube).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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