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Piada sobre Holocausto tira diretor de cerimônia de abertura a 24 horas do início dos Jogos de Tóquio

22/07/2021 07h52

O diretor artístico da cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio, Kentaro Kobayashi, foi demitido por fazer uma piada sobre o Holocausto há duas décadas, anunciaram nesta quinta-feira (22) os organizadores do evento. O escândalo acontece na véspera da inauguração oficial da Olímpiada, marcada pela pandemia da Covid-19 e pela forte rejeição da população.

O diretor artístico da cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio, Kentaro Kobayashi, foi demitido por fazer uma piada sobre o Holocausto há duas décadas, anunciaram nesta quinta-feira (22) os organizadores do evento. O escândalo acontece na véspera da inauguração oficial da Olímpiada, marcada pela pandemia da Covid-19 e pela forte rejeição da população.

"Soubemos que durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir ao trágico episódio histórico [o Holocausto, o genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial]", declarou a chefe da organização da Olimpíada no Japão, Seiko Hashimoto. Ele acrescentou que por isso foi decidida "a demissão do Sr. Kobayashi das suas funções".

A polêmica cena, gravada em vídeo em 1998, mostra Kobayashi e outro ator que participavam de um programa humorístico famoso na televisão japonesa. Em um momento da gravação, Kobayashi se refere a alguns bonecos de papel, lembrando ao seu parceiro que eles são os mesmos que os "da última vez quando ele disse 'Vamos brincar de Holocausto!'", causando risos na plateia. A dupla fez ainda outra piada sobre a raiva que essa referência ao Holocausto provocaria ao produtor do programa.

O vídeo foi divulgado na madrugada desta quinta-feira e provocou grande polêmica. Em um comunicado, Kobayashi se desculpou por palavras "extremamente inadequadas". "Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial", justificou.

Nova polêmica

Kobayashi, um profissional de renome do teatro no Japão, é o mais recente responsável pela cerimônia de abertura dos Jogos que se envolveu em uma polêmica. Na segunda-feira (19), Keigo Oyamada, compositor de uma das canções do evento, renunciou por assediar colegas deficientes quando era estudante. Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, já havia pedido demissão por ter sugerido internamente vestir a atriz japonesa Naomi Watanabe com uma fantasia de porco.

Os vários escândalos arranharam ainda mais a imagem dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O evento é impopular. A grande maioria da população japonesa teme que a Olímpiada agrave a crise sanitária no país. A 24 horas da cerimônia de abertura, a polêmica quase joga para escanteio a preocupação maior do momento, que é a Covid.

Atletas positivos

As primeiras desistências de atletas já foram anunciadas. Eles testaram positivo para a Covid, foram isolados e não terão tempo hábil para competir antes de serem considerados não contagiosos. O último nome divulgado foi o da nadadora russa, campeã europeia dos 400m, Ilya Borodin.

O balanço total de casos positivos desde 1° de julho é de 87 infectados, entre atletas, trabalhadores locais e integrantes de delegações. A pandemia fez também uma vítima coletiva. Na manhã desta quinta-feira a Guiné, que deveria enviar cinco esportistas, decidiu cancelar sua participação, devido a "recrudescência das variantes" e para "preservar a saúde de seus atletas". 

A Guiné é o segundo país a renunciar à Olímpiada, depois da Coreia do Norte, em abril. Com isso, nesta sexta-feira (23) as delegações de apenas 205 países vão desfilar na cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio.

(Com AFP)

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