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Ex-presidente sul-africano Zuma sairá da prisão para enterro do irmão

Arquivo - Prisão de Zuma gerou tumultos e saques que degeneraram no pior surto de violência no país desde o fim do Apartheid - 17.dez.2017 - Siphiwe Sibeko/Reuters
Arquivo - Prisão de Zuma gerou tumultos e saques que degeneraram no pior surto de violência no país desde o fim do Apartheid Imagem: 17.dez.2017 - Siphiwe Sibeko/Reuters

Em Durban (África do Sul)

22/07/2021 07h23

O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, preso por corrupção, recebeu uma permissão de saída excepcional para poder comparecer ao enterro de seu irmão hoje, informaram as autoridades penitenciárias.

"Como um recluso classificado de curto prazo e de baixo risco, a solicitação de permissão de Zuma por motivos familiares foi aprovado", anunciou o Departamento de Serviços Correcionais em um comunicado.

Os detentos beneficiados por esse tipo de medida não são obrigados a usar o uniforme carcerário fora da prisão, acrescenta.

O funeral de Michael, irmão de Zuma, que morreu doente aos 77 anos, será realizado hoje em Nkandla (leste). O ex-presidente goza de grande popularidade na região.

Na África do Sul, os presos são autorizados, com frequência, a assistirem aos funerais de seus entes queridos. Este direito foi negado ao primeiro presidente negro do país, Nelson Mandela, quando esteve preso por lutar contra o regime racista do Apartheid.

Depois de nove anos no poder, Jacob Zuma, apelidado de "presidente teflon" por sua capacidade de escapar da Justiça, foi destituído do cargo pelo Congresso Nacional Africano (ANC) em 2018, após uma série de escândalos de suborno durante sua presidência.

Em junho, foi condenado a 15 meses de prisão por desacato ao tribunal, depois de se recusar a responder aos investigadores. Está preso desde 8 de julho.

Sua prisão gerou tumultos e saques que degeneraram no pior surto de violência no país desde o fim do Apartheid, com pelo menos 276 mortos, conforme balanço oficial.

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