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Feriado de 14 de julho teve quase 300 carros queimados e 250 pessoas detidas na França

15/07/2021 07h35

Segundo uma fonte policial ouvida pelo jornal Le Parisien, 294 carros foram incendiados na França durante a madrugada de 13 a 14 de julho, data da principal festa cívica do país. Há alguns anos, o Ministério do Interior parou de divulgar dados oficiais sobre esse fenômeno, mas a tendência é de queda (-35%) em relação a 2020, quando 397 veículos foram incinerados.

Segundo uma fonte policial ouvida pelo jornal Le Parisien, 294 carros foram incendiados na França durante a madrugada de 13 a 14 de julho, data da principal festa cívica do país. Há alguns anos, o Ministério do Interior parou de divulgar dados oficiais sobre esse fenômeno, mas a tendência é de queda (-35%) em relação a 2020, quando 397 veículos foram incinerados.

Em Paris e sua região metropolitana, 78 carros foram destruídos, uma queda de 39% em relação a 2020. Em todo o país, 249 pessoas foram detidas e dois policiais ficaram feridos. Desse total de detenções, 170 ocorreram na capital. 

Na região metropolitana de Lyon (sudeste), terceira maior cidade francesa, autoridades da área de segurança relataram nesta quinta-feira (15) 19 prisões devido aos distúrbios urbanos. 

Em Bron, a leste de Lyon, um ônibus da rede de transporte municipal foi queimado em um estacionamento. Não havia ocupantes no veículo. Vários carros foram incendiados em municípios da periferia, como Vénissieux, Villeurbanne, Vaulx-en-Velin, e no 7º distrito de Lyon. Equipamentos do mobiliário urbano e latas de lixo também foram queimados em vários pontos da cidade. Segundo o representante do Ministério do Interior na região, 450 policiais e gendarmes, bem como 250 bombeiros foram mobilizados para proteger a população durante as festividades de 14 de julho.

Queima de carros começou na década de 1990

A incineração criminosa de carros, que surgiu na França nos anos 1990, ganhou força a partir do ano 2000, quando grupos rivais começaram a competir para saber quem incendiava mais automóveis. Esses incidentes acontecem o ano todo, mas são mais frequentes nas noites de 14 de julho, no Natal e no Réveillon. O fenômeno é visto como um sintoma do aumento da delinquência em algumas periferias pobres do país e uma forma de desafio à autoridade da polícia e do Estado. 

Nesta quarta-feira, a França voltou a realizar o desfile militar na avenida Champs Elysées, depois de ser cancelado no ano passado por causa da pandemia. À noite, a prefeitura de Paris promoveu um concerto no Campo de Marte, em frente à Torre Eiffel, e o tradicional espetáculo de fogos de artifício, para marcar a data que representa a unidade dos franceses sob a República.

Manifestações contra "ditadura das vacina"

No entanto, em paralelo ao clima de festa desejado pelas autoridades, mais de 19.000 pessoas participaram de manifestações em dezenas de cidades do país para protestar contra o que chamam de "ditadura da vacina". Os manifestantes criticam a decisão anunciada pelo presidente Emmanuel Macron de impor a apresentação de um passaporte sanitário (teste PCR negativo ou atestado de vacinação contra a Covid-19) para ter acesso a várias atividades no país. A exigência é vista pelos manifestantes como uma pressão para que todos sejam vacinados contra o coronavírus.

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