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Trabalhadores portuários na Argentina farão paralisação para cobrar vacinas

17/06/2021 22h23

Buenos Aires, 17 jun (EFE).- Vários sindicatos de trabalhadores que prestam serviços em terminais de San Lorenzo, o principal cinturão portuário agroexportador da Argentina, realizarão nesta sexta-feira uma paralisação para cobrar vacinas contra a covid-19.

As associações, agrupadas na chamada Intersindical Marítima Portuária e Afins (Impaci), disseram em comunicado que os seus representantes foram declarados trabalhadores essenciais no contexto da pandemia e, portanto, não deixaram de prestar serviços durante a emergência sanitária.

O comunicado cita a importância que o trabalho destes trabalhadores tem para a economia da Argentina, já que nos terminais de San Lorenzo, na província de Santa Fé e no rio Paraná são embarcados 70% das exportações de grãos e derivados do país sul-americano.

Os sindicatos disseram que têm sido "pacientes", respeitando as prioridades estabelecidas pelo governo para vacinar grupos de risco. No entanto, "com a chegada constante de vacinas e o avanço ostensivo dos planos de vacinação para a população em geral", destacam sua "legítima exigência" de doses contra a covid-19.

Na falta de uma resposta positiva das autoridades nacionais, provinciais e locais, os sindicatos decidiram convocar uma paralisação de 24 horas nesta sexta-feira para "defender a saúde e a vida" dos trabalhadores e das suas famílias.

Antes da convocação da paralisação, quatro associações de empresas do setor portuário enviaram uma nota ao governo argentino para expressar "grande preocupação".

As entidades empresariais indicaram que, embora estejam "convictas da necessidade de incorporar todos os trabalhadores portuários e embarcados" no plano de vacinação com "prioridade", "parar completamente a atividade neste momento não é razoável" por causa das "graves consequências econômicas para o país e as empresas".

Desde o início da pandemia, a Argentina já contabilizou 4,2 milhões de casos de covid-19 e 87.261 mortes por complicações derivadas da doença.

Com uma população de 45 milhões de habitantes, o país iniciou a campanha de vacinaçãon o final de dezembro, dando prioridade aos grupos de risco e aos trabalhadores das áreas de saúde, segurança, defesa e educação.

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