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1 mês

Ex-presidente francês Sarkozy comparece em julgamento sobre gastos de campanha em 2012

15/06/2021 12h08

Paris, 15 Jun 2021 (AFP) - O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy compareceu nesta terça-feira (15) ao julgamento pelos gastos excessivos em sua campanha eleitoral de 2012.

Os promotores afirmam que os contadores alertaram Sarkozy que ele estava prestes a ultrapassar o teto de gasto de 22,5 milhões de euros (26,7 milhões de dólares), mas que ele insistiu em fazer mais atos de campanha para tentar ganhar de sua rival socialista, que acabou vencendo, François Hollande.

Com uma máscara preta e uma camisa branca, ele entrou na sala com a expressão assustada e se sentou junto aos seus co-acusados para seu interrogatório.

Sarkozy ainda não havia comparecido a nenhuma das audiências desde o início desse julgamento em 20 de maio, no qual foi representado pelo seu advogado, Thierry Herzog.

Os outros treze acusados são ex-diretores da Bygmalion (o nome da agência de eventos vinculada ao partido político de Sarkozy) e ex-responsáveis do partido UMP (agora Os Republicanos), entre eles o diretor de campanha e vários contadores.

Todos são suspeitos de estarem envolvidos em maior ou menor grau em um sistema de faturamento duplo pensado para ocultar o aumento exponencial dos gastos autorizados durante essa campanha presidencial.

Nicolas Sarkozy, presidente de 2007 a 2012, enfrenta um ano de prisão e uma multa de 3.750 euros (4.500 dólares).

Embora a acusação considere que a investigação "não estabeleu" que Sarkozy ordenou, participou ou mesmo teve conhecimento desse sistema, considera que permitiu que os gastos aumentassem incontrolavemente apesar de vários avisos e, portanto, se beneficiou "sem dúvida" da fraude.

"Gostaria que alguém me explicasse por que fiz mais campanha em 2012 do que em 2007. É falso!", declarou Sarkozy, levantando a voz e fazendo grandes gestos para o tribunal e os promotores.

No início de março, Sarkozy se tornou o primeiro ex-presidente da V República condenado à prisão: o Tribunal Penal de Paris impôs três anos de prisão, dois deles em sursis, por corrupção e tráfico de influências. Ele recorreu da sentença.

O julgamento deve durar até 22 de junho.

aje-mdh/pga/vk/dlm/pc/mb/aa

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