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Macron pede que laboratórios doem 10% de vacinas vendidas a países pobres

Emmanuel Macron falou sobre a possível quebra de patente das vacinas contra covid-19 - Thomas Samson/Reuters
Emmanuel Macron falou sobre a possível quebra de patente das vacinas contra covid-19 Imagem: Thomas Samson/Reuters

10/06/2021 19h17

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu hoje aos laboratórios farmacêuticos que doem 10% das doses das vacinas vendidas a países pobres, e expressou seu desejo de que o G7 concorde com uma revogação limitada de patentes.

"Devemos nos engajar na OMC (Organização Mundial do Comércio) e na OMS (Organização Mundial da Saúde) para garantir que a propriedade intelectual nunca seja um obstáculo à transferência de tecnologia. Por isso, decidi colocar sobre a mesa (do G7), junto com a África do Sul, a necessidade de trabalhar uma revogação limitada" de patentes, disse Macron em uma entrevista coletiva no Palácio do Eliseu.

O presidente francês, que já havia expressado sua preocupação com a distribuição desigual de vacinas contra a Covid-19 na cúpula do G20 no último mês de maio, também defendeu um maior compromisso dos laboratórios farmacêuticos com os países em desenvolvimento.

"O compromisso de doar 10% das doses é um objetivo que nos parece pertinente", declarou Macron, que em diversas ocasiões mencionou a nova cumplicidade com o governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Para Macron, essa doação complementaria a feita pelos Estados, que, em sua opinião, já financiaram "maciçamente" a aceleração da pesquisa.

"É legítimo que a indústria farmacêutica contribua de forma proporcional", destacou.

O chefe de Estado francês lembrou ainda que seu país já doou "mais de 800.000 doses" por meio do consórcio Covax, um fundo de acesso global para vacinas contra a Covid-19 formado por atores públicos e privados e dedicado a países com menos acesso aos imunizantes.

Macron exigiu também o estabelecimento de um preço de referência para as vacinas nesse mecanismo de solidariedade e salientou que a transparência a este respeito é "essencial em termos de justiça e eficácia".

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