PUBLICIDADE
Topo
Notícias

Notícias

Kamala Harris garante que EUA serão "refúgio" para quem buscar asilo

10/06/2021 19h15

Washington, 10 jun (EFE).- A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, amenizou nesta quinta-feira a dura mensagem que enviou aos possíveis migrantes durante a viagem a Guatemala e México, e agora disse estar "comprometida" para garantir que o país será um "refúgio" para os que buscam asilo.

"Permitam-me ser muito clara. Estou comprometida em garantir que os EUA proporcionem um refúgio seguro para os que buscam asilo. Ponto", enfatizou Kamala em entrevista exclusiva à Agência Efe após voltar de sua primeira viagem internacional como vice-presidente.

Kamala chegou a receber críticas de integrantes do Partido Democrata - entre eles a congressista democrata Alexandria Ocasio-Cortez - nesta semana, após ter insistido para os habitantes dos países centro-americanos não irem aos Estados Unidos.

Essa mensagem, que foi acompanhada de uma advertência de que os migrantes que chegassem à fronteira seriam expulsos, alarmou poíticos e especialsitas em direitos humanos, que recordaram que os EUA têm um compromisso com as próprias leis e as internacionais ao tramitar solicitações de asilo das pessoas que chegam ao seu território.

Em conversa por telefone com a Efe, Kamala defendeu que o governo americano quer "expandir as vias legais para a imigração" aos EUA, motivo pelo qual pressiona o Congresso a aprovar uma reforma migratória.

"Também estamos reconstruindo nosso sistema migratório, deteriorado sob o último mandato, mas precisamos encarar as causas da migração, por isso viajei a Guatemala e México", afirmou.

A vice-presidente não se aprofundou nas contradições entre a mensagem de boas-vindas aos Estados Unidos e a de que os imigrantes indocumentados não deveriam ir ao país, mas destacou que a sua missão é diplomática com os países vizinhos, não com a gestão da fronteira com o México.

Também argumentou que o governo não está "ignorando" Honduras e El Salvador, dois países que não incluiu na viagem desta semana, mas reconheceu que esses países têm "problemas" de corrupção.

Notícias