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EUA sanciona rebeldes huthis por campanha militar

10/06/2021 19h01

Washington, 10 Jun 2021 (AFP) - Os Estados Unidos impuseram nesta quinta-feira (10) sanções aos rebeldes huthis do Iêmen e expressaram sua exasperação com a campanha militar realizada por esses insurgentes apoiados pelo Irã.

O governo do presidente Joe Biden, que usa sanções com mais moderação do que o anterior de Donald Trump, também eliminou as aplicadas a vários ex-funcionários iranianos depois de admitir que eles mudaram os comportamentos os quais foram questionados.

O Departamento do Tesouro informou que sancionou várias pessoas, incluindo Said al-Jamal, um aliado dos huthis que supostamente dirige uma rede de venda ilegal de petróleo iraniano para beneficiar os insurgentes.

O secretário de Estado, Anthony Blinken, disse que espera pressionar os rebeldes huthis para dar fim à ofensiva lançada em fevereiro para conquistar Marib, o último reduto das forças do governo no norte do Iêmen.

"É hora dos huthis concordarem com um cessar-fogo e de todas as partes retomarem as negociações políticas", anunciou o chefe da diplomacia americana em um comunicado.

"Os Estados Unidos continuarão a pressionar os huthis, inclusive com sanções específicas, para que avancem em direção a essas metas", acrescentou.

Em uma de suas primeiras decisões, o governo Biden removeu a referência de "movimento terrorista" conferida por Trump aos huthis.

A ação de Biden foi tomada em resposta ao receio de que grupos de ajuda humanitária teriam de se retirar do Iêmen, pois são forçados a lidar com os huthis, que exercem um papel efetivo de governo em diversas áreas, incluindo a capital Sanaa.

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