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SP: Sindicato lamenta morte de professores por covid e faz ato por vacinas

Trabalhadores da Educação fazem ato na Câmara Municipal e pedem vacinação para a categoria - Divulgação / Sindsep
Trabalhadores da Educação fazem ato na Câmara Municipal e pedem vacinação para a categoria Imagem: Divulgação / Sindsep
do UOL

Do UOL, em São Paulo

07/06/2021 18h23Atualizada em 07/06/2021 19h31

Profissionais da educação que atuam na cidade de São Paulo realizaram hoje um ato em frente à Câmara Municipal a favor da vacinação geral da categoria.

Realizada em conjunto com o Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo), a manifestação lamentou a morte de professores que foram diagnosticados com a covid-19. O ato ocorreu durante a segunda reunião do Fórum das Entidades da Educação com o governo municipal.

Entre os profissionais da Educação que morreram vítimas de complicações da doença está a professora Cleane Gomes, de 39 anos, irmã do cantor Criolo, que lecionava no CapsArts (Centro de Arte e Promoção Social do Grajaú), informa o Sindsep. Filha da poetisa Maria Vilani, Cleane faleceu no último sábado (5). Ela deixa um filho de 12 anos.

O sindicato também informou que a professora Gisneide Tavares, de 43 anos, morreu no dia 2 de junho e não teve acesso a nenhuma dose do imunizante contra a doença.

Durante o ato, João Gabriel Buonavita, vice-presidente do Sindsep, disse que o país está à beira de um colapso iminente na saúde com a terceira onda da covid-19 e que isso justifica a vigília feita em frente à Câmara.

"Abrimos aqui essa vigília para dizer que essa reunião que está acontecendo vai impactar a vida da população paulistana. Estamos aqui para fazer um pacto pela vida. Negocia Nunes, negocia Padula!"

Encaminhamento das negociações

Na noite de hoje o Sindsep vai realizar uma nova assembleia com os trabalhadores da educação em greve, para tratar da negociação com o governo e decidir o rumo da interrupção das atividades.

Os encaminhamentos da reunião que ocorreu mais cedo no Fórum terão retorno amanhã. Caso haja acordo entre o município e os profissionais, será apresentado um protocolo de negociação com o governo para ser assinado entre as partes na quarta-feira (9).

Os educadores de São Paulo estão há quase 120 dias em greve. Entre as exigências da categoria junto ao município está a priorização da imunização, a testagem e a distribuição gratuita de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

O UOL entrou em contato com a Prefeitura de São Paulo para saber quais serão as medidas adotadas pela gestão municipal diante dos pedidos feitos pela categoria de professores.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio das Secretarias Municipais de Educação e de Saúde, lamentou a morte dos professores.

A Secretaria de Educação esclareceu que segue as orientações e protocolos da Saúde, com atendimento presencial de até 35% nas unidades, uso obrigatório de equipamentos de proteção e seguindo o decreto de Nº 60.058 de 27 de janeiro de 2021.

De acordo com dados da gestão municipal, até o momento foram aplicadas 80.597 primeiras doses e outras 51.585 segundas doses em professores da capital. Na população em geral, até este domingo (6), foram aplicadas 5.296.727 doses, sendo 3.652.027 — primeiras doses — e 1.644.700 — segundas doses.

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