PUBLICIDADE
Topo
Notícias

Notícias

Conteúdo publicado há
15 dias

Dengue perde força na América Latina após recorde de casos em 2019

Dengue perde força na América Latina após recorde de casos em 2019 - Dengue (Reprodução)
Dengue perde força na América Latina após recorde de casos em 2019 Imagem: Dengue (Reprodução)

17/05/2021 16h22

Após a região registrar mais de três milhões de casos de dengue em 2019, um recorde histórico, o alcance da doença na América Latina caiu para metade em 2020, apesar dos efeitos perturbadores da pandemia de Covid-19 nos serviços de saúde, afirmaram nesta segunda-feira funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora tenha havido um aumento acentuado de casos no Paraguai, "na maioria dos países da região, os casos se estabilizaram", disse Raman Velayudhan, chefe do Serviço de Saúde Veterinária Pública da OMS, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

Em países desta e de outras regiões onde a dengue é endêmica, foram implementadas medidas em nível comunitário para controlar a transmissão, incluindo o envolvimento do público em programas de limpeza, mesmo nos períodos de confinamento.

O Brasil, país com maior número de casos de dengue na América Latina, caiu de 2,2 milhões em 2019 para menos de 700.000 em 2020. Já o segundo país mais afetado há dois anos, o México (com 268.000 infecções em 2019), reduziu esses números para menos que a décima parte do ano passado.

Por outro lado, o Paraguai foi o país com o maior aumento de casos no ano passado (de 11.000 em 2019 para mais de 200.000) e, embor tenha havido aumentos também em Bolívia, Peru e Argentina, a contagem geral na região foi reduzida.

A dengue é considerada pela OMS como uma das 20 doenças tropicais negligenciadas (também conhecidas pela sigla "NTD"), que durante a pandemia foram ainda menos atendidas, uma vez que muitas das redes de saúde tiveram de se concentrar no combate à Covid-19.

A OMS estima que cerca de 1,7 bilhão de pessoas precisam de tratamento para pelo menos uma destas doenças todos os anos, embora os médicos só consigam tratar cerca de 1 bilhão por ano.

Entre as NTDs que mais aumentaram durante a pandemia está a leishmaniose, que pode ser mortal e teve vários surtos em zonas de conflito como Síria, Afeganistão e Paquistão.

Outras doenças tropicais negligenciadas cujo combate foi mais impactado durante a pandemia foram o tracoma e a esquistossomose, segundo informou o diretor do departamento de NTD da OMS, Mwelecele Malecela.

Notícias