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1 mês

Relaxamento da população leva Bolívia ao 3º pico de contágios

12/05/2021 23h23

La Paz, 12 mai (EFE).- O relaxamento da população em relação às medidas de biossegurança é uma das razões pelas quais a Bolívia lida novamente com um aumento dos contágios diários de coronavírus, com 2.369 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, o que repete os episódios críticos de julho e agosto de 2020 e de janeiro e fevereiro de 2021.

"Acredito que, em uma ou duas semanas, estaremos na crista. Estamos subindo muito rapidamente" porque "relaxamos", disse nesta quarta-feira à Agência Efe o secretário de Saúde Integral do município de La Paz, René Sahonero.

O último relatório do Ministério da Saúde do país sobre a evolução da doença mostra que Santa Cruz, Cochabamba e La Paz são as regiões que reportam mais infecções. Foram registradas 50 mortes na véspera, algo que não se repetia desde o segundo pico, em fevereiro.

No primeiro pico de infecções, em julho e agosto do ano passado, foram notificados diariamente 2.036 casos, enquanto que o ponto mais alto da segunda fase ocorreu em janeiro, com 2.866 positivos confirmados.

Sahonero disse que "há vários fatores" que influenciam este novo aumento da transmissão, principalmente porque as pessoas "relaxaram" nas medidas de biossegurança e que a prova disso é o aumento de 53 para 83 dos municípios com alto risco de infecção em apenas uma semana.

O baixo controle em locais públicos como supermercados, a realização de festas em casas, boates que funcionam escondidas de madrugada e pacientes positivos que não cumprem com o isolamento são exemplos deste relaxamento das medidas de biossegurança, explicou.

O secretário de Saúde Integral disse que esta é a "primeira subida" do novo pico e que, na sua opinião, em "uma semana ou duas" pode apresentar o ponto mais alto da terceira onda, que pode mesmo ser maior do que as duas anteriores.

Em várias cidades há "sinais de alarme", como a saturação dos hospitais e a falta de alguns suprimentos médicos, além do processo de novo recrutamento de profissionais da saúde após a expiração dos contratos em abril e gerou uma greve no setor da saúde na semana passada, afirmou o secretário.

Em algumas cidades, como Santa Cruz de la Sierra, motor econômico do país, já se registra nos cemitérios um aumento das mortes por covid-19.

Entretanto, o processo de vacinação continua, embora com algumas interrupções devido ao esgotamento das vacinas, o que obrigou vários sistemas de seguro de saúde a prolongar o tempo de aplicação entre a primeira e a segunda dose.

Desde o início da vacinação em massa, no fim de janeiro, 748.839 pessoas receberam a primeira dose no país, enquanto 273.580 já se vacinaram com a segunda. A Bolívia possui 11 milhões de habitantes.

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