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1 mês

Presidente da CPI diz que não prenderá Wajngarten: "Não serei carcereiro"

12.mai.2021 - Em pronunciamento na CPI da Covid, o ex-secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República Fabio Wajngarten - Leopoldo Silva/Agência Senado
12.mai.2021 - Em pronunciamento na CPI da Covid, o ex-secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República Fabio Wajngarten Imagem: Leopoldo Silva/Agência Senado
do UOL

Do UOL, em São Paulo

12/05/2021 16h53

Após inúmeras ameaças de prisão, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, anunciou que se depender dele não irá mandar prender o ex-secretário-executivo do Ministério das Comunicações Fabio Wajngarten, acusado de "mentir" ao ser sabatinado por senadores durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), na tarde de hoje.

"Uma coisa é o depoimento dele, que veio aqui na posição de testemunha. Precisamos ter cautela aqui para não parecer um tribunal para pré-julgamento. Se depender de mim, não vou mandar prender. Não vou ser carcereiro", disse Aziz, após fala do relator da comissão, Renan Calheiros. "Estou salvando a CPI. Eu não vou, de forma alguma, 'escambar' para algum lado", completou, em seguida.

Aziz disse ainda que o senador Renan Calheiros entende que a CPI pode fazer o que bem entende. "Não é isso. Só não quero entrar nesse espetáculo", rebateu o senador.

A CPI da Covid investiga ações e eventuais omissões do governo federal em meio à pandemia, além de fiscalizar recursos da União repassados a estados e municípios.

Os senadores apuram supostas "falhas" cometidas por Fabio Wajngarten nas campanhas de comunicação, "que não teriam informado corretamente a população sobre a importância de medidas para evitar a propagação da pandemia, contratação de influenciadores para difundir a hidroxicloroquina e, mais recentemente, seu papel na negociação para a compra de vacinas da Pfizer".

Entrevista polêmica

No fim de abril, Wajngarten culpou em entrevista à revista Veja o ministério da Saúde pelo atraso da chegada das vacinas contra a covid-19 e pelo insucesso nas negociações do Planalto com a farmacêutica Pfizer. Nas palavras do ex-secretário, a pasta agiu de maneira "incompetente" e houve "ineficiência".

A declaração de Wajngarten ocorreu às vésperas da instalação da CPI da Covid no Senado.

Wajngarten deixou o comando da Secom após uma série de atritos com o então comandante do ministério da Saúde, o general Eduardo Pazuello, que também foi demitido do cargo.

Em nota divulgada à imprensa após a audiência, a defesa de Wajngarten afirma que ele "jamais faltou com a verdade e nem teve a intenção de fazê-lo". A tal incompetência, citada por ele à Veja, diz a defesa, "se referia à morosidade da equipe do Ministério da Saúde, mas não ao ministro Eduardo Pazuello".

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