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Pazuello foi comunicado sobre depoimento no dia 19 de maio, diz Exército

Depoimento do ex-ministro Pazuello estava marcado para o dia 4, mas foi adiado após ele alegar contato com dois coronéis que testaram positivo para a covid-19 - Isac Nóbrega/PR
Depoimento do ex-ministro Pazuello estava marcado para o dia 4, mas foi adiado após ele alegar contato com dois coronéis que testaram positivo para a covid-19 Imagem: Isac Nóbrega/PR
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

12/05/2021 21h25Atualizada em 12/05/2021 22h36

O Exército brasileiro enviou um ofício à CPI da Covid informando que o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), foi comunicado sobre a nova data do seu depoimento, agora marcado para o dia 19 de maio.

"Cumprimentando cordialmente V. Ex.ª, informo que o General de Divisão Eduardo Pazuello foi comunicado em relação à audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia, prevista para o dia 19 de maio de 2021, às 10h00min, no Plenário nº 3, da Ala Senador ALEXANDRE COSTA, no anexo II, do Senado Federal", diz o documento assinado pelo Secretário-Geral do Exército, Francisco Humberto Montenegro Júnior.

O depoimento do ex-ministro estava inicialmente marcado para o dia 4, mas foi adiado após Pazuello alegar contato com dois coronéis que testaram positivo para a covid-19. O presidente da CPI, Omar Aziz, (PSD-AM), anunciou então que o ex-ministro seria ouvido posteriormente.

Em entrevista concedida no último sábado, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), acusou Eduardo Pazuello de usar o Exército como um "biombo" para evitar comparecer ao depoimento, o que, segundo ele, estaria gerando uma "crise" nas Forças Armadas.

"Porque certamente ele não tem muito o que dizer. Temos respeito muito grande pelo Exército. Não vamos investigar militares, esse não é nosso papel, eles não precisam ter nenhum receio. Quem tem que continuar com receio são os aliados da pandemia, do vírus, que vão ter de responder por tudo isso", disse Calheiros durante o programa 'Prerrogativas', transmitido pela Rede TVT.

CPI tem quarta-feira tensa

A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia foi marcada por polêmicas no período da tarde desta quarta-feira (12). Quinta pessoa a depor à CPI, o ex-secretário especial de Comunicação Social Fábio Wajngarten foi questionado por senadores que integram a comissão sobre entrevista concedida à revista Veja em abril deste ano, um mês após deixar o cargo.

Na entrevista, Wajngarten afirma que o acordo com a farmacêutica Pfizer para fornecimento de vacinas contra a covid-19 não prosperou por "incompetência e ineficiência" da "equipe que gerenciava o Ministério da Saúde nesse período".

No depoimento de hoje, o ex-secretário confirmou que o governo recebeu, em setembro do ano passado, uma carta da Pfizer ofertando doses da vacina e que o pedido ficou parado por, pelo menos, dois meses. Mas negou ter chamado de incompetente o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

O relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), pediu a prisão do ex-secretário por considerar que ele mentiu à CPI. "Se este depoente sair daqui ileso, vamos abrir uma porta que depois vamos ter muita dificuldade para fechar. Se não tomamos decisões diante do flagrante evidente, é óbvio que isso vai enfraquecer a comissão."

Mas o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM) negou o pedido. "Eu não sou carcereiro de ninguém. Eu sou democrata, se ele mentiu, nós temos no relatório [final da CPI] como pedir o indiciamento dele, mandar para o Ministério Público para ele ser preso, mas não por mim, mas depois que ele for julgado. E aqui não é o tribunal de julgamento", disse o presidente CPI.

Aziz, então, anunciou que irá encaminhar o depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten ao Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de verificar se ele mentiu.

(Com informações da Agência Estado, Agência Brasil e ANSA)

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