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1 mês

Itália expressa preocupação com tensão entre Israel e Palestina

12/05/2021 14h57

ROMA, 12 MAI (ANSA) - O governo italiano demonstrou nesta quarta-feira (12) sua "profunda preocupação" com a escalada de violência entre Israel e os grupos palestinos Hamas e Jihad Islâmica, que já deixou pelo menos 56 palestinos e seis israelenses mortos, além de centenas de feridos.   

"A Itália reitera a sua profunda preocupação com a espiral de ataques e violência que está a ser gerada nos territórios palestinos ocupados e em Israel", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio.   

De acordo com o chanceler italiano, agora "é uma prioridade evitar a perda de mais vidas e, por esta razão, o governo de Mario Draghi exorta "todas as partes a tomar medidas de redução da escalada imediatamente e a respeitar a máxima moderação".   

Além disso, Di Maio condenou "veementemente os lançamentos de foguetes de Gaza" e ressaltou que esses ataques indiscriminados são "inaceitáveis em todas as circunstâncias e, portanto, devem cessar".   

A preocupação com a tensão na região também foi motivo de um protesto pró-Israel em Roma, que teve início com o som de sirenes. Além disso, uma enorme bandeira de Israel foi exposta nas janelas do prédio em frente à entrada da sinagoga da capital italiana, perto do Pórtico de Ottavia, onde a comunidade judaica organizou o ato em solidariedade ao país.   

"Em Israel, esta sirene soa duas vezes por ano, quando nos lembramos do holocausto e quando os soldados sacrificam suas vidas por suas terras", disseram os organizadores no palco.   

A manifestação ainda conta com cartazes com as seguintes frases: "Cada foguete contra Israel é uma tentativa de homicídio" e "Os de Hamas não são fogos de artifício".   

"Nos sentimos mal porque temos parentes e amigos em Israel. Eles são nossos irmãos. Onde há guerra, há dor. Queremos a paz, Israel se defende", disse Vittorio Polacco, um dos manifestantes.   

"Israel está sob ataque. Estamos preocupados, tenho minha sobrinha com seus filhos na frente. Um foguete passou por cima da casa de um parente meu. Eles moram no bunker", contou a idosa Giuliana Anticoli.   

A situação em Israel também foi comentada por diversos líderes políticos italianos, como o ex-ministro do Interior Matteo Salvini, o coordenador do Força Itália, Antonio Tajani, o secretário do Partido Democrático, Enrico Letta, entre outros.   

"Acreditamos que esta dramática história deve parar imediatamente. Expressamos solidariedade com as vítimas e acreditamos antes de tudo que devemos nos unir no luto e pedir um cessar-fogo imediato", explicou Letta.   

Segundo Salvini "os mísseis devem ser sempre condenados e deve ser dito que o Hamas é uma organização terrorista e que é necessária uma solução pacífica que os islâmicos não desejam".   

"Gostaria que o governo fosse a favor da paz de uma forma clara e protagonista e não ficar em silêncio".   

Novos ataques - Em meio à tensão, Israel destruiu um prédio de 10 andares localizado no coração da cidade de Gaza. Trata-se do palácio al-Shuruk, onde, entre outras coisas, estão localizadas as redações de alguns meios de comunicação.   

O edifício já havia sido atacado pela Força Aérea israelense em 2014, porque, de acordo com Israel, elementos ligados à milícias locais operavam em seu interior.   

Nesta tarde, uma reunião do Conselho de defesa do governo israelense teve início na sede do ministério da Defesa em Tel Aviv, para discutir as próximas etapas da Operação "Guardião das Muralhas" em Gaza.   

Enquanto isso, uma série de foguetes foram disparados de Gaza para a região sul de Israel, particularmente na área de Ashkelon. Conforme dados da imprensa local, foram lançados 130 mísseis em reação á demolição do prédio al-Shuruk em Gaza e à morte de alguns de seus líderes.   

Relatos de equipes de resgate, conforme publicado na AFP, revelam que um menino de seis anos foi morto em Sderot, em Israel, após ser atingido por um foguete.   

Casa Branca - Hoje, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que Israel tem o direito de se defender dos ataques, mas precisa evitar mortes de civis.   

"Há uma clara diferença entre a organização terrorista Hamas que está lançando foguetes contra alvos civis e a resposta de Israel, que se defende alvejando os terroristas que disparam os foguetes", disse.   

Blinken ainda condenou o "lançamento de foguetes de Gaza", mas ressaltou que quando vê "vítimas civis, especialmente crianças perdendo suas vidas, isso tem um impacto". "Acredito que Israel tem um fardo extra em fazer tudo o que pode para evitar baixas civis, inclusive em seu direito de se defender".   

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, por sua vez, anunciou que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nomeará um novo embaixador americano em Israel nas próximas semanas. (ANSA)
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