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1 mês

SC: suspeito rondou creche antes de ataque e premeditou crime, diz delegado

do UOL

Hygino Vasconcellos

Colaboração para o UOL, em Saudades (SC)

05/05/2021 21h09

O ataque à escola Aquarela, que deixou cinco mortos e um ferido em Saudades (SC), foi premeditado, de acordo com o delegado Jerônimo Marçal, responsável pelas investigações. O suspeito de 18 anos teria analisado a instituição de ensino e inclusive teria rondado o local na última segunda-feira (3).

"A gente já tem alguns elementos concretos que indicam que ele vinha planejando. Há muitos meses ele já vinha planejando praticar algum crime semelhante que ele praticou, segundo relato das testemunhas. Não exatamente nesse local, mas algum atentado nesse sentido", explica o delegado.

Marçal acredita que o jovem teria escolhido a escola por "vulnerabilidades" identificadas por ele, o que, para o delegado, indica "covardia" do suspeito ao cometer o crime.

A escolha também se deve pela facilidade de acesso, não é uma escola difícil de acessar, então é tranquilo entrar ali. E lá dentro ele sabia que não iria encontrar resistência muito forte porque havia as professoras e as crianças. Eu acredito que seja por isso e também porque outras escolas estavam com aulas não presenciais, não tinha muitas opções. A escolha foi por questão da vulnerabilidade
Jerônimo Marçal, delegado responsável por investigar o ataque em creche

Antes de entrar na escola, o jovem chegou a trabalhar e, por volta, das 9h30, saiu para o intervalo e não voltou mais.

A motivação para o crime ainda é desconhecida, mas a polícia suspeita que o jovem possa ter se inspirado em outros crimes, como o ataque à escola Raul Brasil, em Suzano (SP), em 2019. "Nós temos muitas hipóteses, é muito complexo. A gente vê que ele tem um histórico complicado, uma dificuldade de relacionamento, de interagir, e isso transformou em um rapaz meio problemático que teve uma ideia, uma inspiração de alguma coisa, que a gente vai ainda verificar ao analisar o computador que foi apreendido."

A polícia não descarta a participação de outras pessoas no crime, mas considera remota a hipótese. "A gente vai começar a análise dos equipamentos eletrônicos e podem haver algum indicio de participação de terceiro, embora acredito que não existam."

Para o UOL, o delegado relatou que não dormiu e que na madrugada de hoje chegou à delegacia de madrugada. "Eu trabalhei até bem tarde ontem, daí você chega em casa, vai tomar banho, come alguma coisa, de pensar tudo que tem que fazer, um turbilhão, de informações, não teve jeito de ir dormir e 4 horas eu já estava aqui na delegacia. Levantei de madrugada, e já que eu não consegui dormir, vim trabalhar."

Velório de vítimas de ataque a escola reúne cerca de 1,5 mil pessoas em SC

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