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França oferece cidadania a mais de 2 mil estrangeiros "na linha de frente" durante pandemia

05/05/2021 16h22

Mais de 2.000 trabalhadores estrangeiros que estiveram na "linha de frente" durante a pandemia de coronavírus na França e "demonstraram seu apego à nação" foram naturalizados franceses, anunciou nesta quarta-feira (5) o Ministério do Interior do país.

Mais de 2.000 trabalhadores estrangeiros que estiveram na "linha de frente" durante a pandemia de coronavírus na França e "demonstraram seu apego à nação" foram naturalizados franceses, anunciou nesta quarta-feira (5) o Ministério do Interior do país.

"Até o momento, 2.009 pessoas adquiriram a nacionalidade francesa, incluindo 665 crianças", em um processo "acelerado pelas circunstâncias", detalhou o ministério, em nota oficial à imprensa.

Em setembro de 2020, a ministra da Cidadania, Marlène Schiappa, instruiu os prefeitos a "acelerar" e "facilitar" esse acesso à nacionalidade francesa para pessoas que "contribuíram ativamente" para a luta contra a Covid-19: profissionais de saúde, agentes de segurança ou manutenção oficiais, profissionais de creches, caixas de supermercados, cuidadores e lixeiros estão entre as categorias contempladas.

Desde então, "já foram protocolados mais de 8.000 pedidos de naturalização junto às centrais de administração em todo o país", informou o comunicado, que especifica que "os processos estão atualmente em exame e todos serão estudados com a maior atenção".

A instrução enviada aos centros de administração pública pela ministra lhes permite, em particular, utilizar o conceito de "serviços prioritários" para reduzir para dois anos em vez de cinco o período mínimo de residência exigido em França.

No total, em 2020, 61.371 pessoas adquiriram a nacionalidade francesa, ou seja, 20% a menos que no ano anterior.

(Com AFP)

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