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Cuba pretende aprovar casamento igualitário em menos de 2 anos

05/05/2021 00h29

Havana, 4 mai (EFE).- Mariela Castro, diretora do Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba (Cenesex) e filha do ex-presidente Raúl Castro, disse nesta terça-feira esperar que em menos de dois anos o casamento entre pessoas do mesmo sexo seja legalizado no país com a aprovação do novo Código de Família.

"Tenho certeza que vamos conseguir e vamos comemorar", disse a deputada de 58 anos, em entrevista coletiva em Havana na abertura da XIV Conferência Cubana contra a Homofobia e a Transfobia, que vai até o próximo dia 30 sob o lema "Todos os direitos para todas as pessoas".

O governo cubano está trabalhando na elaboração de um novo Código de Família, cuja aprovação será submetida a referendo, mas por enquanto não se sabe quando será aprovado e se o casamento entre pessoas do mesmo sexo estará incluso.

"Tenho muita esperança de que este código de família tenha a aprovação da maioria das pessoas e dê origem ao reconhecimento e garantia da diversidade das famílias em nosso país", declarou Mariela.

Após a coletiva, a diretora do Cenesex afirmou à Agência Efe estar confiante de que o processo seja concluído em menos de dois anos, e com um "sim" ao casamento igualitário.

Ela afirmou que "a maioria da população é favorável ao reconhecimento dos direitos das pessoas LGBTI", especificamente o casamento, e citou uma pesquisa de 2006 em que 77% da população entre 15 e 74 anos optou pela igualdade de direitos.

A possível aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo em Cuba ganhou destaque em 2018 durante o processo de reforma constitucional que culminou com a promulgação de uma nova Carta Magna em 2019.

De acordo com a antiga, em vigor desde 1976, o casamento era a união "entre um homem e uma mulher", enquanto a nova Constituição estabelece que a definição final será estabelecida no Código de Família.

A XIV Conferência Cubana contra a Homofobia e a Transfobia, realizada com fortes restrições em Havana e outros territórios devido à pandemia da Covid-19, consiste em vários painéis presenciais e virtuais com especialistas cubanos e ativistas locais e estrangeiros.

Alguns de seus objetivos são sensibilizar a população para o respeito aos direitos sexuais relacionados com a orientação sexual e identidade de gênero, promover condições familiares ótimas para esse fim, e tornar visível, combater e superar a discriminação.

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