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Secretaria da OEA condena nomeação de autoridades eleitorais na Venezuela

04/05/2021 22h04

Washington, 5 Mai 2021 (AFP) - A secretaria-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), chefiada por Luis Almagro, condenou nesta terça-feira (4) a nomeação de um novo diretório eleitoral para a Venezuela feita pelo Parlamento chavista, que também foi questionada pela oposição em Caracas.

"Diante da designação na Venezuela de um novo Conselho Nacional Eleitoral por uma Assembleia Nacional ilegítima, a Secretaria-Geral da OEA rejeita e condena essas ações da ditadura", disse a secretaria do fórum regional dirigida pelo diplomata uruguaio.

A oposição liderada por Juan Guaidó, que boicotou as eleições legislativas de dezembro, não reconhece esse Parlamento. A secretaria da OEA apontou que a "ilegitimidade de origem" dessa assembleia "torna nulos seus atos e decisões, bem como qualquer legislação por ela aprovada".

Na OEA, a Venezuela é representada por um delegado indicado por Guaidó quando foi presidente do Parlamento, na legislatura anterior.

Depois, mais de 50 países o reconheceram como presidente interino por considerarem que o segundo mandato de Nicolás Maduro - iniciado em janeiro de 2019 - não é legítimo por causa de irregularidades nas eleições.

A assembleia nomeou Alexis Corredor Pérez, Tania D'Amelio, Enrique Márquez, Pedro Calzadilla e Roberto Picón para formar o novo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para o período 2021-2028.

Desses cinco membros, três são vinculados ao Chavismo e dois - Márquez e Picón - eram próximos da oposição, ainda que agora estejam distanciados do setor comandado por Guaidó.

Além disso, a secretaria-geral condenou "as ações daqueles integrantes da comunidade internacional que têm induzido negociações para tentar validar um acordo entre colaboradores e a ditadura".

an/gma/ic

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