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Pazuello alega contato com pessoas com covid e não deve ir a CPI, diz Aziz

Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello  - Najara Araújo/Câmara dos Deputados
Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello Imagem: Najara Araújo/Câmara dos Deputados
do UOL

Do UOL, em São Paulo

04/05/2021 11h07Atualizada em 04/05/2021 13h16

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), informou na abertura da sessão desta terça-feira (4) que o ex-ministro Eduardo Pazuello informou que teve contato com coronéis diagnosticados com covid-19. Por isso, ele não deve depor pessoalmente nesta quarta (5). Ainda não se sabe se ele irá prestar depoimento de forma remota ou se será chamado para falar em outra data.

Pelo cronograma estabelecido na CPI, o depoimento de Pazuello estava agendado para ocorrer amanhã, às 10h. Hoje, a CPI ouve os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Fui comunicado hoje de manhã que Pazuello teve contato com dois coronéis, auxiliares dele nesse final de semana que estão com covid. Segundo a informação que eu tenho, ele vai entrar em quarentena e não virá para depor amanhã Presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM)

Ao saber que o depoimento de Pazuello poderá ser adiado, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) comentou sobre as aparições públicas recentes do ex-ministro, que foi flagrado em um shopping em Manaus sem máscara.

Vai sem máscara pro shopping e não pode vir à CPI
Senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA)

A informação foi tratada por Aziz como extraoficial, o que indica que o ex-ministro ainda não enviou um comunicado oficial à CPI da Covid.

Eu não quero exame nenhum. O exército tem fé pública e principalmente o comandante do exército tem fé pública. Se ele disser que isso ocorreu [Pazuello tenha contraído covid-19], basta para mim. Mas o depoimento será presencial Presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM)

CPI da Covid

A CPI da Covid foi criada para apurar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da covid-19.

Os depoimentos dos ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro devem ajudar a esclarecer se a gestão federal poderia ter adotado outras medidas para frear o avanço do número de casos do coronavírus no Brasil.

A convocação atende a requerimentos aprovados na última semana, com pedidos do relator Renan Calheiros (MDB-AL), do vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

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