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Pandemia não afeta ritmo do início das eleições em Madri

04/05/2021 20h37

Madri, 4 mai (EFE).- A votação nas eleições da comunidade autônoma de Madri, uma das 17 regiões da Espanha, progride em um bom ritmo nas primeiras horas desta terça-feira, com uma taxa de participação de 28,44%, dois pontos acima dos pleitos anteriores, de 2019, nos quais alcançava 26,14% no mesmo momento do dia.

Estes são os últimos dados divulgados pelo governo regional de Madri sobre estas eleições, que terão forte impacto em nível nacional e nas quais mais de cinco milhões de pessoas estão aptas a votar, em meio a grandes medidas de proteção contra o coronavírus.

Mesmo com as limitações, desde que as mesas de votação abriram às 9h (horário local, 4h de Brasília), foram registradas longas filas de cidadãos, e a expectativa é que a participação permaneça nos mesmos níveis até a hora de encerramento, 20h (15h de Brasília).

Os principais candidatos ao governo de Madri já depositaram seus votos, como Isabel Diaz Ayuso (Partido Popular), que tenta a reeleição, Ángel Gabilondo (PSOE), Pablo Iglesias (Unidas Podemos), Monica Garcia (Más Madrid), Edmundo Bal (Ciudadanos) e Rocio Monasterio, do partido de extrema-direita Vox.

Nas eleições da região, que é o motor econômico do país e é a terceira mais populosa, com cerca de 6,7 milhões de habitantes, concorrem 20 partidos, embora as sondagens indiquem que apenas os citados acima tenham chances de eleger um dos 136 membros do parlamento regional.

A repercussão nacional também é explicada pela rivalidade entre Díaz Ayuso e o chefe do governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez; a incerteza sobre o futuro de Pablo Iglesias, que deixou o governo de coalizão nacional com PSOE para concorrer em Madri; e a expectativa pelos resultados do Ciudadanos, que tenta se recuperar após o desastre dos pleitos anteriores.

Os partidos de esquerda veem as eleições como uma oportunidade para travar a ascensão do Vox, que se tornou a terceira força no Congresso espanhol e cujo apoio pode ser fundamental para os conservadores manterem o poder em Madri, onde governam há 25 anos.

Por sua parte, os partidos de direita consideram esses pleitos um primeiro passo para iniciar uma virada que, no futuro, lhes permitirá regressar ao poder na Espanha.

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