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G7 busca frente comum em relação à China em 1° encontro presencial em mais de 2 anos

04/05/2021 11h55

É a primeira vez que os ministros das Relações Exteriores do G7, o grupo das sete democracias mais ricas do planeta, se encontram desde o início da pandemia da Covid-19. Eles começaram a analisar nesta terça-feira (4) em Londres respostas conjuntas a "ameaças mundiais", como a China. A pandemia da Covid-19 também está na pauta de discussões.

É a primeira vez que os ministros das Relações Exteriores do G7, o grupo das sete democracias mais ricas do planeta, se encontram desde o início da pandemia da Covid-19. Eles começaram a analisar nesta terça-feira (4) em Londres respostas conjuntas a "ameaças mundiais", como a China. A pandemia da Covid-19 também está na pauta de discussões.

O encontro de dois dias é organizado pelo Reino Unido, que preside o grupo este ano. As situações na Rússia, em Mianmar e na Síria também estão na agenda da reunião que antecede a cúpula de chefes de Estado e de governo do G7, prevista para acontecer de 11 a 13 de junho no sudoeste da Inglaterra.

Após um jantar de boas-vindas na segunda-feira (3), que abordou os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte, os ministros iniciaram nesta terça-feira os contatos formais em Lancaster House, oeste de Londres. A primeira sessão foi dedicada à China, cujo crescente peso militar e econômico, além da vontade de exercer sua influência ao redor do mundo, preocupa cada vez mais as democracias ocidentais.

"Não é o nosso propósito tentar conter a China", disse na segunda-feira o secretário de Estado americano, Antony Blinken. "O que tentamos fazer é manter uma ordem internacional baseada nas normas que nossos países tanto investiram, durante tantas décadas, para beneficiar, diria eu, não apenas nossos próprios cidadãos, mas as pessoas de todo mundo, incluindo, certamente, a China", completou.

Blinken prometeu uma "sólida cooperação" com o Reino Unido para pressionar a China sobre a região de Xinjiang, onde a reclusão de um milhão de uigures e outros muçulmanos foi classificada como genocídio por Washington, e sobre a repressão dos direitos civis em Hong Kong, ex-colônia britânica devolvida à soberania chinesa em 1997.

"Trabalhar com a China"

Apesar da crescente tensão diplomática entre Londres e Pequim, o ministro britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab, alinhou-se com o governo de Joe Biden, que mudou o tom em relação à postura de enfrentamento do ex-presidente Donald Trump. O chanceler britânico pediu para encontrar "formas construtivas de trabalhar com a China de maneira sensata e positiva onde for possível, incluindo a mudança climática".

Os países do G7 - que também inclui Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão - compartilham em sua maioria uma preocupação em relação à China, mas com abordagens diferentes.

Tóquio tem divergências históricas com Pequim, mas não se uniu aos países ocidentais com sanções, pelo temor de inflamar as relações com seu vizinho e sócio comercial.

A Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) participa como convidada no encontro, ao lado de Índia, Austrália, Coreia do Sul, África do Sul e dos representantes da União Europeia. "A presidência britânica do G7 é uma oportunidade para aglutinar as sociedades democráticas e abertas, além de demonstrar unidade neste momento tão necessário para enfrentar os desafios comuns e ameaças crescentes", afirmou Raab em um comunicado.

Protocolo rígido

Na primeira reunião presencial de chanceleres do G7, os encontros seguem um rígido protocolo devido à pandemia, com delegações reduzidas, máscaras, distanciamento físico e telas de acrílico.

O Reino Unido, que registra mais de 127.500 mortes provocadas pela Covid-19, está progressivamente flexibilizando seu terceiro lockdown, à medida que avança a campanha de vacinação, e os contágios diminuem em seu território.

A reunião do G7 também é pressionada a abordar uma ação internacional reforçada na pandemia, em particular um acesso maior às vacinas.

(Com AFP)

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