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Brasil tem 3.025 mortes por covid nas últimas 24 h e supera 410 mil óbitos

A média móvel de morte ficou em 2.361. Este número já está acima de mil há 104 dias consecutivos - Tarso Sarraf/Estadão Conteúdo
A média móvel de morte ficou em 2.361. Este número já está acima de mil há 104 dias consecutivos Imagem: Tarso Sarraf/Estadão Conteúdo
do UOL

Douglas Porto, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

04/05/2021 20h01Atualizada em 04/05/2021 20h42

Após uma segunda-feira de dados sensivelmente mais baixos por conta do represamento histórico que ocorre aos finais de semana, as secretarias estaduais de Saúde notificaram hoje 3.025 novas mortes causadas pela covid-19 em todo o Brasil. Assim, o total de mortos desde o início da pandemia é de 411.854. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Nos últimos sete dias, morreram, em média, 2.361 pessoas por dia por complicações da infecção. Este é o 104º dia consecutivo com média móvel acima de mil. Há 48 dias, desde 17 de março, o índice se mantém acima de 2 mil.

Com o acréscimo de 69.378 novos casos, já foram diagnosticadas 14.860.812 de pessoas em todo o território nacional. Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Já de acordo com o Ministério da Saúde, foram reportadas 2.966 novas mortes nas últimas 24 horas, elevando o total de toda a pandemia para 411.588. Entre ontem e hoje, 77.359 novos diagnósticos positivos foram registrados, um total de 14.856.888 já contaminados pelo novo coronavírus.

Desse total, 13.442.996 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 1.002.304 em acompanhamento.

A pandemia nos estados

Em duas regiões a média móvel de mortes é considerada estável: Nordeste (-4%) e Sul (-4%). Em outras três a média apresenta desaceleração: Centro-Oeste (-36%), Sudeste (-16%) e Norte (-26%). No geral, o Brasil apresenta um índice em estável (-15%) na variação de 14 dias.

São onze estados com estabilidade nos registros, enquanto outros quatorze e o DF estão em queda. Apenas o estado de Pernambuco apresenta aceleração nas mortes, com 32%.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-28%)
  • Minas Gerais: queda (-19%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (-4%)
  • São Paulo: queda (-19%)

Região Norte

  • Acre: queda (-27%)
  • Amazonas: estabilidade (-14%)
  • Amapá: queda (-25%)
  • Pará: queda (-25%)
  • Rondônia: queda (-48%)
  • Roraima: queda (-20%)
  • Tocantins: estabilidade (8%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-16%)
  • Bahia: estabilidade (-14%)
  • Ceará: estabilidade (0%)
  • Maranhão: queda (-20%)
  • Paraíba: queda (-18%)
  • Pernambuco: aceleração (32%)
  • Piauí: estabilidade (-5%)
  • Rio Grande do Norte: estabilidade (-14%)
  • Sergipe: estabilidade (4%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-38%)
  • Goiás: queda (-46%)
  • Mato Grosso: queda (-27%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-18%)

Região Sul

  • Paraná: estabilidade (10%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (-15%)
  • Santa Catarina: estabilidade (-7%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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