PUBLICIDADE
Topo
Notícias

Notícias

'Aqui é ciência', diz Mandetta após pergunta sobre tratamento precoce

do UOL

Do UOL, em São Paulo

04/05/2021 14h06Atualizada em 04/05/2021 14h34

Ao ser questionado na CPI da Covid sobre um possível erro ao ser opositor ao uso dos medicamentos que do "kit covid" para o "tratamento precoce", incentivado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta declarou que se pauta pelo "estudo e pela ciência". A pergunta foi feito pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Não senador, aqui é ciência, aqui é estudo. Eu jamais, na minha vida, tomei decisões sem estudar. E a gente quando estuda, principalmente em uma situação como essa que não tem doença determinada, a gente tem que acreditar na base do seu estudo Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro

Mandetta falou que a base da medicina vem da filosofia, que diz que "sem diagnóstico, não há tratamento", que parece algo simples, mas que "muitas pessoas não seguem" essa diretriz.

Existem pessoas que preconizam ivermectina, também sem fundamento científico. Ela é inerte, 'Ah, se não servir para nada, ela serviu para matar verme'. 'Ah, pode ser usado em tal lugar', como eu escuto. Mas tem que estar na bula para saber os efeitos colaterais Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid deu início às oitivas com o depoimento de Mandetta. Ainda hoje, Nelson Teich será ouvido pelos senadores sobre as medidas que foram adotadas em sua gestão para conter o avanço da pandemia no Brasil.

Mandetta chegou a dizer que a sensação que tinha era de ser o "mensageiro da má notícia" ao orientar o presidente Jair Bolsonaro sobre o que deveria ser feito para evitar o colapso da saúde.

"Jamais pediria demissão"

Mandetta ocupou o cargo de ministro da Saúde entre janeiro de 2019 e abril de 2020. Na CPI da Covid, o ex-ministro disse que "jamais" pediria para sair da gestão durante a pandemia e disse que um médico não pode "abandonar seus pacientes".

Eu tinha que ficar com o meu paciente, à revelia de tudo e de todos, baseado no que eu tivesse de melhor. Acho que o presidente não gostou, não quis, achou por bem ter um outro ministro, também colega, o Teich - ficou lá 20, 30 dias - e depois encontrou um ministro que parece que é com quem ele teve melhor afinidade nas suas ações Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro

Quando ele foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro, a média móvel de mortes por covid-19 no país era de 142 óbitos por dia. Hoje, a mesma média é de 2.375 mortes. Mais de 407 mil pessoas morreram no país em decorrência da doença.

Notícias