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4 meses

Israel: Funerais de mortos em festival iniciam com irmãos; 40 estão sumidos

do UOL

Do UOL, em São Paulo

30/04/2021 13h32Atualizada em 30/04/2021 13h45

O funeral das 45 vítimas que morreram durante uma peregrinação judaica ortodoxa em Israel foi iniciado hoje, com os irmãos Moshe Englander, de 14 anos e Yehoshua Englander, de 9 anos. Os óbitos ocorreram na madrugada de ontem, durante o festival de Lag Ba'Omer, no Monte Meron.

Os dois irmãos foram identificados no centro forense de Abu Kabir pelo pai, segundo informações do jornal The Times of Israel.

As autoridades locais ainda estão procurando cerca de 40 pessoas que estão sem contato com os familiares desde o evento, que foi o maior desde o início da pandemia da covid-19 no país.

A polícia acredita que muitos não tinham celulares e que por isso não conseguiram fazer contato, devido ao choque e a confusão após o desastre.

O sepultamento das primeiras vítimas foi agilizado para acontecer até o horário do Shabat — ou Sabá, em português, que designa o dia de descanso do Judaísmo no sétimo dia da semana, que é o sábado.

Elazar Goldberg, de 38, será sepultado em Beitar Illit, cidade israelense localizada a 10 km ao sul de Jerusalém. Segundo o The Times of Israel, o pai dele se despediu com elogios e agradecimentos ao filho.

"Fomos abençoados por ter você por 38 anos e agora você nos deixou". Já o irmão de Goldberg lamentou: "Não podemos acreditar que você não está conosco".

De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores repassadas ao Canal 12, de Israel, há pelo menos cinco cidadãos norte-americanos e um argentino entre as vítimas.

Netanyahu chama mortes de 'catástrofe' e decreta luto

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o tumulto que provocou ao menos 45 mortes como uma das "catástrofes mais graves" da história do país.

O chefe de governo escreveu em sua conta oficial do Twitter que as autoridades irão conduzir "uma investigação completa, séria e profunda para garantir que tal desastre não ocorra novamente".

Netanyahu visitou o local da tragédia e decretou um dia de luto nacional no domingo (2).

Além dos mortos, o MDA (Magen David Adom) — equivalente israelense da Cruz Vermelha — estima que 150 pessoas ficaram feridas no maior evento de massa desde o início da pandemia da covid-19 no país.

Festival de Lang Ba'Omer

O feriado judaico de Lang Ba'Omer é comemorado com uma peregrinação no monte Meron, em torno do túmulo do rabino Shimon Bar Yojai, que foi um talmudista do século dois, a quem é creditado a escrita do Zohar, obra central do judaísmo.

A multidão percorria corredores e salões, dançando, cantando e fazendo preces, além de acender velas e fogueiras. Homens e mulheres estavam separados na ocasião.

As autoridades haviam permitido a presença de 10 mil pessoas no complexo, mas, segundo os organizadores, mais de 650 ônibus foram fretados em todo o país, estimando-se pelo menos 30 mil pessoas. A imprensa local estimou um fluxo de 100 mil pessoas.

Crianças estavam no evento e também constam entre os mortos. Pessoas que estiveram no local questionaram como a situação saiu do controle tão rápido.

Há anos existe a preocupação com os riscos de segurança do evento que acontece anualmente, devido ao grande fluxo de frequentadores de todas as idades.

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