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Opositor russo Alexei Navalny anuncia fim de greve de fome

23/04/2021 11h16

Alexei Navalny anunciou nesta sexta-feira (23) o fim da greve de fome que começou há três semanas, para denunciar suas condições de denteção. O opositor russo foi levado do presídio onde cumpria a condenação a dois anos e meio de prisão para um hospital penitenciário em Vladimir, a nordeste de Moscou. 

Alexei Navalny anunciou nesta sexta-feira (23) o fim da greve de fome que começou há três semanas, para denunciar suas condições de denteção. O opositor russo foi levado do presídio onde cumpria a condenação a dois anos e meio de prisão para um hospital penitenciário em Vladimir, a nordeste de Moscou. 

"Eu vou terminar minha greve de fome", escreveu Navalny, de 44 anos, em uma mensagem publicada em sua conta no Instagram. Na véspera, médicos próximos ao opositor insistiram para que ele interrompesse "imediatamente" sua greve de fome, temendo "danos consideráveis" para sua saúde se continuasse, ou até sua morte.

O opositor parou de se alimentar em 31 de março para protestar contra suas condições de detenção, acusando a administração penitenciária de privá-lo de acesso a um médico para tratar uma hérnia discal, segundo seus advogados.

Antes da greve de fome, o opositor também se queixou de ter perdido a sensibilidade das pernas. Segundo ele, esta poderia ser uma consequência do envenenamento sofrido por ele no ano passado, do qual acusa o Kremlim.

O estado de saúde de Navalny gerou preocupações de líderes europeus e aumentou as tensões entre a Rússia e o bloco.

Conquistas

Na noite de quinta-feira (21), Leonid Volkov, aliado de Navalny, afirmou que o opositor pode finalmente consultar um médico esta semana, em um hospital civil, e que seu histórico foi transmitido para profissionais da saúde. "Os médicos, nos quais eu acredito, anunciaram ontem que nós tínhamos conseguido suficientes resultados para que eu terminasse minha greve de fome", escreveu Navalny.

"Graças ao apoio enorme de boas pessoas em todos países e no mundo, nós temos feito grandes progressos. Há dois meses, meus pedidos de assistência médica eram ignorados e não me davam nenhum remédio", acrescentou.

Na quarta-feira (21), milhares de apoiadores se manifestaram em diversas cidades russas e 1.900 pessoas foram detidas.

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