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Conserta ou troca? O que fazer em caso de trincas no para-brisa do carro

Para-brisa trincado tem conserto, mas tudo depende da extensão do dano; em casos como o da foto, a solução é trocar a peça - Reprodução
Para-brisa trincado tem conserto, mas tudo depende da extensão do dano; em casos como o da foto, a solução é trocar a peça Imagem: Reprodução
do UOL

Rodrigo Lara

do UOL, em São Paulo

22/04/2021 04h00

Seja pelo encontro com algum detrito (como uma pedra) ou uma manobra mal calculada, danos ao para-brisa do carro são relativamente comuns e, dependendo do modelo do carro, podem doer bastante no bolso.

Aqui, é importante ressaltar que os danos mais sérios ocorrem na forma de trincas, sendo que marcas provenientes de impactos menos severos, mas que não chegam a rachar a peça, são comuns e geralmente não preocupam.

No caso de rachaduras, porém, sempre fica aquela dúvida: será que é preciso trocar a peça toda - e pagar caro por isso - ou apostar em serviços que prometem recuperar um para-brisa rachado?

A resposta para isso é: depende.

Tamanho influencia

A definição sobre a peça ter ou não conserto depende do tamanho do dano. Em geral, procedimentos de recuperação só são possíveis em rachaduras menores do que dez centímetros.

"Circular com um veículo com o para-brisa trincado pode ser prejudicial à visibilidade do condutor, assim como à sua integridade física e dos passageiros caso a peça se estilhace. O melhor a se fazer é procurar oficinas especializadas em reparos automotivos desse tipo, para obter um diagnóstico acerca do risco que o dano eventualmente possa oferecer", diz Marco Fabrício Vieira, advogado especialista em trânsito e membro do Cetran-SP (Conselho Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo).

Caso o reparo seja possível, o procedimento envolve limpar a "ferida" e aplicar uma espécie de resina, que seca após ser submetida a um aparelho que emite radiação ultravioleta sobre a área.

É algo que tende a funcionar com pequenas rachaduras, mas o resultado pode variar dependendo da área do vidro e também de quanto tempo o veículo foi submetido à manutenção após o surgimento do dano. Explica-se: a tendência, com o passar do tempo, é que a rachadura se expanda, chegando ao ponto de inviabilizar o reparo.

É importante salientar que esse tipo de reparo só se aplica aos para-brisas dos veículos, não aos demais vidros do carro. Isso porque ele possui uma construção laminada, feita para não se estilhaçar, ao contrário dos vidros laterais e traseiros, que são temperados e se fragmentam em pequenos pedaços em caso de dano.

Máximo de duas trincas

Além do tamanho da rachadura, há outras limitações que podem impedir o reparo. Uma delas é onde o dano ocorreu.

Segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), danos que estejam na área crítica de visão do condutor e em uma faixa periférica de 2,5 centímetros de largura a partir das bordas externas do para-brisa tornam a peça irrecuperável. Neste caso, ela precisa ser trocada por inteiro.

"Nos automóveis, é considerada área crítica de visão do condutor a metade esquerda da região de varredura das palhetas do limpador de para-brisa", explica Vieira. O Contran também estabelece que a peça pode conter, no máximo, duas avarias do tipo.

Vale lembrar que, além do risco de acidentes, circular com o para-brisa quebrado, com danos na área crítica de visão do condutor ou com mais de duas rachaduras é algo passível de multa.

São R$ 195,23 e cinco pontos no prontuário do dono do veículo. E, para aumentar a dor de cabeça, o carro ainda é retido até que a sua situação seja regularizada.

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