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15 dias

República Checa exclui projetos e vacina russos após tensão com Moscou

19/04/2021 21h13

Praga, 20 Abr 2021 (AFP) - O governo checo anunciou nesta segunda-feira (19) o descarte da empresa pública russa Rosatom de uma licitação de bilhões de euros para ampliar uma usina nuclear e que não comprará a vacina Sputnik, em pleno enfrentamento diplomático com Moscou.

A decisão se seguiu a uma série de expulsões recíprocas de diplomatas dos dois países depois que Praga acusou os serviços secretos russos de orquestrar uma explosão fatal no território checo em 2014.

"Não se pedirá à Rosatom que proporcione documentação para a avaliação de segurança", declarou à imprensa o ministro checo de Indústria e Comércio, Karel Havlicek.

Após esta decisão, permanecem na lista a francesa EDF, a sul-coreana KHNP e a americana Westinghouse na disputa pelo contrato de construção de uma nova unidade da usina nuclear de Dukovany, situada no sul da República Checa, para 2036.

O ministro checo de Relações Exteriores, Jan Hamacek, anunciou, ainda, que seu país não contempla comprar a vacina russa Sputnik V contra a covid-19.

"A única via agora é recorrer às vacinas já aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos" (EMA), acrescentou.

A possibilidade de comprar a vacina russa está na origem da agitação no cenário político checo.

Há uma semana, a presidência checa anunciou a demissão do ministro das Relações Exteriores, Tomas Petricek, que se opôs à compra desta vacina sem a luz verde da Europa.

Dezoito diplomatas russos, identificados pelos serviços de informação checos como espiões, deixaram Praga na tarde desta segunda-feira. E outros 20 diplomatas checos foram expulsos da Rússia.

O governo checo assegurou no sábado que, segundo um informe dos serviços de Inteligência, agentes do GRU, os serviços de informação militares russos, estiveram envolvidos na explosão de um depósito de munições em Vrbetice, no leste da República Checa, em 2014.

Esta explosão causou a morte de duas pessoas e provocou importantes danos materiais.

A polícia checa anunciou que busca por suposto envolvimento nesta explosão dois homens com passaportes russos com os mesmos nomes dos suspeitos de tentar envenenar com Novitchok o ex-agente duplo Serguei Skripal em Salisbury, Grã-Bretanha, em 2018.

O premier checo, Andrej Babis, explicou que a operação em 2014 no depósito de munições de Vrbetice estava dirigida a mercadorias pertencentes a um comerciante de armas búlgaro.

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