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15 dias

ONU cria plataforma educativa digital para alunos palestinos

19/04/2021 13h54

Amã, 19 Abr 2021 (AFP) - A Agência das Nações Unidas para Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA) anunciou nesta segunda-feira (19) a criação de sua primeira plataforma educativa online, para evitar que seus 540.000 estudantes fiquem sem estudar por causa da pandemia ou dos conflitos armados.

"Frequentemente, em situações de emergência como a pandemia de covid-19 ou os conflitos armados, as crianças palestinas não podem comparecer presencialmente às 711 escolas da instituição e, consequentemente, correm o risco de abandonar a escola", explica a UNRWA em um relatório.

A plataforma, criada pela agência da ONU, está disponível em árabe e inglês, e seus usuários são estudantes palestinos na Jordânia, Síria, Líbano, Cisjordânia ocupada e Faixa de Gaza, do ensino fundamental ao médio.

A apresentação é lúdica, com questionários e jogos. Além de cursos de matemática, inglês e árabe, de acordo com o nível, há disciplinas científicas, como física e química. Todas as aulas são apoiadas com vídeos.

Projetada "para que seja usada por todos", a plataforma será "aperfeiçoada levando em conta as opiniões de estudantes, pais e professores", disse à AFP uma porta-voz da UNRWA, Tamara al Rifai.

"Essa é uma primeira etapa, mas mesmo se as escolas reabrirem, parte do ensino acontecerá a partir de agora à distância", acrescenta.

Por causa da pandemia de coronavírus, as escolas da UNRWA fecharam parcialmente.

"Para o próximo ano, devemos arrecadar fundos para proporcionar aos estudantes tablets, computadores e principalmente conexão à Internet", continua Rifai.

"Aos doadores: 'estamos fazendo o nosso trabalho, depende agora de vocês meterem a mão no bolso'", acrescenta.

Com dificuldades econômicas, a agência recebeu com satisfação no início de abril a retomada da ajuda dos Estados Unidos, suspensa desde 2018 pelo governo Trump, quando os Estados Unidos eram até então o principal doador da organização encarregada de administrar as escolas e fornecer assistência médica a cerca de cinco milhões de refugiados palestinos no Oriente Médio.

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