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15 dias

Lewandowski pede mais perícias da Operação Spoofing à 10ª Vara de Brasília

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski -
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski
do UOL

Colaboração para o UOL

14/04/2021 14h42

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski pediu hoje à 10ª Vara Criminal de Brasília, mais detalhes da Operação Spoofing. O relator deu um prazo de cinco dias para a pasta apresentar cópia das perícias realizadas em cada uma das mídias apreendidas em poder dos supostos hackers ou de terceiros na operação.

Pediu também uma cópia da perícia conclusiva englobando todo o material apreendido; cópia do relatório final produzido pelo delegado da Polícia Federal que presidiu o respectivo inquérito policial, além de cópia da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal.

"Determino, por ora, seja oficiado ao Juízo da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, responsável pela condução da Ação Penal 1015706-59.2019.4.01.3400, para que, no prazo de 5 (cinco) dias", diz um trecho do pedido.

Anteontem, Lewandowski determinou o envio da íntegra de mensagens da Spoofing ao STJ (Superior Tribunal da Justiça). As conversas a serem enviadas foram trocadas entre procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.

O envio das mensagens atende a um pedido de Humberto Martins, presidente do STJ, que chegou a abrir uma investigação sobre a atuação dos procuradores em relação a ministros da Corte. O processo, porém, foi suspenso por decisão da ministra do STF Rosa Weber.

Além do envio ao presidente do STJ, Lewandowki também determinou que o conteúdo seja remetido a Rinaldo Reis Lima, corregedor-geral do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), como forma de submeter a conduta dos procuradores à avaliação do órgão

O que é a Operação Spoofing?

A Operação Spoofing desarticulou uma organização criminosa que praticava crimes na internet, conhecido como crimes cibernéticos. As investigações apontam que o grupo acessou contas de Telegram (serviço de mensagens instantâneas) de autoridades, como a de procuradores da Lava Jato. Além disso, pessoas também teriam se reunido para invadir também a conta do ex-ministro Sergio Moro.

As investigações dizem que os hackers tiveram acesso ao código enviado pelos servidores do aplicativo Telegram ao celular das vítimas para abrir a versão do aplicativo no navegador.

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