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Profissional sul-coreano de videogames denuncia racismo nos EUA

08/04/2021 12h16

San Francisco, 8 Abr 2021 (AFP) - Um jogador sul-coreano profissional de videogame falou sobre o "indescritível" racismo sofrido desde que se mudou para o Texas, em um vídeo que "viralizou" nas redes sociais, levantando várias reações condenatórias.

A violência contra os asiáticos aumentou nos Estados Unidos desde o ano passado, algo que os ativistas associam à retórica do ex-presidente Donald Trump, especialmente sua repetida classificação do coronavírus como o "vírus da China".

Lee Eui-seok, que joga o videogame Overwatch para o time Dallas Fuel sob o apelido de Fearless, disse durante uma rodada de perguntas na plataforma Twitch que esta é a primeira vez que ele sofre racismo desse tipo.

"Ser asiático aqui é assustador", disse o jogador de 22 anos.

"As pessoas tentam começar brigas com a gente (...) Tem até gente tossindo em cima da gente. Tossem deliberadamente na gente. (Nos insultam) enquanto riem", desabafou.

"O racismo aqui não é uma brincadeira", acrescentou.

Um clipe da transmissão foi postado no Twitter na terça-feira (6), com legendas em inglês, por Jade "swingchip" Kim, uma jogadora coreana e "manager" do time Florida Mayhem. Ela também disse ser alvo de racismo.

Kim disse ao jornal The Washington Post que os comentários de Lee foram como "uma chicotada".

"Com tudo o que está acontecendo nos Estados Unidos ultimamente, não poderia deixar isso passar também. Então, traduzi o clipe e postei", explicou.

O vídeo legendado tinha mais de 326.000 visualizações até esta quinta-feira.

Os crimes de ódio contra asiáticos praticamente triplicaram, pulando de 49 para 122 no ano passado, nas 16 maiores cidades dos Estados Unidos. Já em termos gerais, esse tipo de crime caiu 7% no país, segundo um relatório recente do Center for the Study of Hate & Extremism.

Segundo Lee, os ataques racistas contra ele, em Dallas, "ocorreram quase que diariamente". Foi "assustador" e "grave", denunciou.

O jovem contou que pessoas se aproximavam dele na rua para gritar insultos racistas contra ele. Há três anos, quando morava em Los Angeles, podia "(viver) pacificamente nos Estados Unidos".

"Não acho que teríamos tido problemas lá", completa.

A equipe de Lee é propriedade da Envy Gaming, cujo fundador, Mark Rufail, condenou os ataques e o "ódio injustificado". Rufail também prometeu garantir a segurança de seus jogadores.

bur-qan/reb/rs/yow/tt

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