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Organizações convocam manifestação para exigir melhoria social na Argentina

08/04/2021 19h16

Buenos Aires, 8 abr (EFE).- Diversas organizações sociais da Argentina convocaram uma manifestação para esta quinta-feira em frente aos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social, em Buenos Aires, para exigir "a abertura de programas de emprego e um aumento emergencial de salários" nos bairros mais pobres.

"A segunda onda da Covid-19 já está devastando os setores populares e nossos bairros continuam sofrendo os mesmos problemas: milhares de famílias vivendo em condições de extremamente precárias e superlotação; há grandes dificuldades de acesso à água potável e insumos para manter as condições de higiene, e o desemprego, a fome e a pobreza atingiram níveis impensáveis", destaca o anúncio da convocação da marcha.

A manifestação, de várias centenas de pessoas, levou ao fechamento da Avenida 9 de Julho, em Buenos Aires, quando faltam poucas horas para as novas restrições anunciadas pelo governo para frear o aumento acentuado das infecções nas últimas semanas.

As organizações exigem que os salários sejam equiparados à Cesta Básica Familiar, que segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), correspondentes a fevereiro, era de 46.173 pesos (cerca de R$ 2,8 mil) para famílias com três membros, 57.997 pesos (cerca de R$ 3,5 mil) para famílias de quatro e 61.001 (cerca de R$ 3,7 mil) para famílias de cinco membros.

Dados do Indec afirmam que nos últimos seis meses de 2020, a pobreza chegou a 42%, enquanto as pessoas que nem alcançam sequer a cesta básica e, portanto, são consideradas indigentes, representam 10%.

As organizações sociais também criticam que "na semana passada o presidente (Alberto) Fernández e o ministro do Desenvolvimento Territorial e Habitação, Jorge Ferraresi, não hesitaram em retirar um decreto, permitindo assim despejos em massa e uma nova taxa de aluguel".

"Eles não têm resposta para eles que vivem em hotéis, pensões, vilas, assentamentos, casas coletivas, reclamações de terras e até mesmo nas ruas. E quando decidimos tomar o direito a uma moradia digna para nossos de nossas próprias mãos, só recebemos a criminalização e repressão", acrescenta o texto. EFE

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