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Governo britânico tenta tranquilizar população sobre a vacina da AstraZeneca

08/04/2021 08h48

Londres, 8 Abr 2021 (AFP) - O governo britânico iniciou uma campanha para tranquilizar a população sobre a segurança das vacinas contra a covid-19, um dia depois de anunciar o fármaco desenvolvido pela AstraZeneca será reservado no país a pessoas com mais de 30 anos como medida de precaução.

Todas as vacinas utilizadas no Reino Unido são "seguras para todas as idades", mas devido ao risco "extremamente raro" de trombose as pessoas com menos de 30 anos receberão a vacina da Moderna ou da Pfizer/BioNTech, explicou o ministro da Saúde, Matt Hancock, em várias entrevistas.

O número de contágios, hospitalizações e mortes - menos de 50 ao dia - provocadas pela covid-19 registrou uma queda drástica após mais de três meses de confinamento, acompanhado por uma das campanhas de vacinação mais avançadas do mundo.

Três de cada cinco adultos receberam a primeira dose da vacina e o Reino Unido, país mais afetado da Europa pela pandemia com quase 127.000 mortes, pretende vacinar todos os adultos até o fim de julho.

Mas a campanha de vacinação, que até agora não havia enfrentado obstáculos, foi afetada pela decisão de reservar o fármaco da AstraZeneca/Oxford para as pessoas com mais de 30 anos, após as informações de casos raros, mas graves, de coágulos de sangue entre um número muito pequeno de vacinados.

"A covid é uma doença terrível e parece que suas sequelas a longo prazo afetam as pessoas de 20 anos tanto como qualquer outro grupo etário. E pode ter efeitos colaterais debilitantes que arruinam sua vida", advertiu Hancock em entrevista à BBC.

A agência reguladora britânica MHRA anunciou na quarta-feira que registrou 79 casos de trombose raros entre os mais de 20 milhões de vacinados com o fármaco Oxford/AstraZeneca no país, com 19 mortes.

O risco de sofrer trombose depois de ser vacinado é "muito menor que os coágulos produzidos por medicamentos comuns como a pílula anticoncepcional, muito mais raro que a trombose durante a gravidez e muito, muito mais raro que os coágulos devidos à própria covid", afirmou à BBC o professor Anthony Harnden, vice-presidente do comitê científico que supervisiona a campanha de vacinação britânica.

pau-acc/mis/fp

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