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Família de possível vítima da AstraZeneca defende vacinação contra Covid-19

08/04/2021 14h52

Londres, 8 abr (EFE).- A família de um advogado britânico de 59 anos, que morreu de trombose cerebral após ser receber a vacina contra Covid-19 fabricada pela AstraZeneca, pediu que as pessoas se vacinem para "continuar salvando vidas" no Reino Unido.

Os reguladores britânicos, após uma análise, decidiram na quarta-feira não recomendar a AstraZeneca para pessoas com menos de 30 anos, devido à possível ligação entre a vacina e as tromboses em jovens.

O advogado Neil Astles recebeu a primeira dose no dia 17 de março e morreu em um hospital em 4 de abril após dez dias com forte dor de cabeça e perda de visão, de acordo com o jornal "The Daily Telegraph" revelou nesta quinta.

Astles é a primeira pessoa no Reino Unido a ser identificada como uma possível vítima do efeito colateral da vacina.

A irmã de Astles, Alison, disse ao "Telegraph" que a família está "furiosa", mas quer que a população continue a ser vacinada com a AstraZeneca para evitar mais mortes por Covid-19.

De acordo com Alison Astles, professora de Farmácia da Universidade de Huddersfield, seu irmão foi "extremamente infeliz" e insistiu que as pessoas procurassem atendimento médico se sentirem dores de cabeça contínuas após receberem a injeção.

"Hoje, usei meu conhecimento como farmacêutica para falar à imprensa para promover a vacinação contra Covid-19, apesar do sofrimento de minha família com a vacina da AstraZeneca", escreveu Astles em sua conta no Twitter.

Hoje, o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, encorajou as pessoas a continuarem a ser vacinadas e reiterou que o risco de desenvolver trombose é muito baixo e sublinhou que os benefícios superam os riscos.

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