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RJ: Moradores ainda sentem cheiro e gosto na água apesar de nova manobra

Moradora mostra a situação da água da Cedae que recebe em casa - Reprodução/Twitter
Moradora mostra a situação da água da Cedae que recebe em casa Imagem: Reprodução/Twitter
do UOL

Colaboração para o UOL

08/04/2021 11h07Atualizada em 08/04/2021 12h06

O problema do cheiro, gosto e cor na água distribuída pela Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) à população fluminense parece não ter fim. Após mais uma manobra da companhia para tentar melhorar a qualidade da água captada pela estação de tratamento do Guandu por causa da presença de geosmina, moradores continuam reclamando da água que recebem em casa.

"Faz um mês que estou bebendo água com gosto de barro. Você vai esperar o que Cedae? Alguém morrer com essa água?", um consumidor reclamou, pelas redes sociais. "Fui tomar banho hoje e o cheiro da água está impossível. Vou ter que comprar água mineral para tomar banho também? Olha, se me der uma bicheira, a Cedae vai tomar um processo", avisou outro.

Entre a noite de terça-feira (6) e a madrugada de ontem, a Cedae interrompeu o funcionamento da estação do Guandu para colocar em funcionamento um novo sistema de bombeamento do rio para a Lagoa Grande, ponto de captação da estação. A expectativa da companhia é de que com o procedimento a água que chega à estação seja renovada, reduzindo os fatores que contribuem para a concentração de algas produtoras da geosmina.

A Cedae avisou que, por causa da interrupção, o abastecimento só voltaria 100% ao normal nas regiões atendidas pela estação em até 48 horas após seu religamento, ou seja, até a manhã de amanhã. Enquanto isso, moradores de várias localidades ainda estão relatando falta d'água.

"Fechou terça eu estou só com a água da caixa. Estou tomando banho de gato, escovando o dente correndo", criticou um consumidor, também pelas redes sociais. "Que inferno, Cedae. Não sei fazer nada com pouca água", disparou outro.

Recorde de geosmina

Análises feitas pela própria Cedae revelaram que no último dia 29 (último dia com dado disponível), a concentração de geosmina no ponto de captação da estação Guandu atingiu o maior valor neste ano. Foi 0,521 micrograma da substância por litro de água (.µg/l). O recorde de 2021 aconteceu quatro dias antes (25), quando registrou-se 0,646 µg/l.

Para tentar reduzir a concentração de geosmina no ponto de captação do Guandu, a Cedae tem feito constantemente a abertura das comportas da estação para renovar a água que capta. As manobras, no entanto, não surtiram efeito.

Na terça-feira, o TJRJ (Tribuna de Justiça do Rio) determinou que a companhia apresente em até três dias "com clareza e objetividade, dados qualitativos sobre as reclamações de consumidores via ouvidorias que relatam a falta d'água e/ou a desconformidade dos seus padrões de potabilidade".

Procurada pelo UOL, a Cedae disse que vai prestar todos os esclarecimentos solicitados pelo TJRJ "dentro do prazo determinado", reafirmou o prazo de 48 horas para a normalização do abastecimento e informou o que a população deve fazer nos casos de desabastecimento e gosto, cheiro e cor na água.

Falta d'água
Conforme amplamente divulgado, a Cedae realizou operação de manobra no Guandu, a ETA (Estação de Tratamento de Água) Guandu voltou a operar na manhã de ontem e o abastecimento está em processo de normalização, podendo levar até 48h para normalizar em algumas localidades.

Gosto e cheiro na água
Até a renovação das caixas d'água, cisternas e tubulação, ainda pode haver traços de gosto e cheiro. A tendência é diminuir com a reposição. Caso haja alteração em sua casa informe pelo telefone 080- 282-1195.

Coloração da água
Casos devem ser analisados individualmente. Entrar em contato com a Cedae pelo telefone 0800-282-1195 para solicitar visita dos técnicos. Eles vão fazer uma vistoria e coletar amostra da água para análise, verificando se o problema é interno ou da rede para tomada de providências.

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