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Caso Henry: Jairinho e Monique dão entrada em presídios e farão quarentena

Dr. Jairinho foi preso temporariamente no Rio de Janeiro por suspeita de participação no assassinato do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos - Vitor Brugger/Estadão Conteúdo
Dr. Jairinho foi preso temporariamente no Rio de Janeiro por suspeita de participação no assassinato do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos Imagem: Vitor Brugger/Estadão Conteúdo
do UOL

Guilherme Machado

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/04/2021 19h15

O vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deram entrada em presídios no Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (8). A informação foi confirmada ao UOL pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que relata que Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, enquanto Jairo foi para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó.

"Devido à pandemia, ambos cumprirão isolamento social inicial de 14 dias, como acontece com todos que ingressam no sistema prisional", informa a Seap.

O casal foi preso na manhã de hoje na casa de uma tia do parlamentar em Bangu, na zona oeste do Rio, em investigação pela morte do menino Henry Borel, ocorrida no dia 8 de março. Segundo investigadores, o pedido de prisão aconteceu pelo casal atrapalhar investigações e ameaçar testemunhas.

O delegado Henrique Damasceno, que está à frente do caso, disse que a prisão só foi efetuada porque a polícia estava vigiando a dupla, que saiu do local onde eles estavam anteriormente e se dirigiram para a casa da tia de Jairinho.

"Se não fosse essa vigilância implementada, nós não teríamos localizado eles hoje e efetuado a prisão. Isso já demonstra de certa forma uma intenção de não estar disponível a serem encontrados", ponderou o delegado.

A Polícia Civil do Rio informou que ambos responderão por "homicídio duplamente qualificado com emprego de tortura" pela morte da criança de 4 anos, ocorrida no dia 8 de março.

O partido ao qual Jairinho era filiado, o Solidariedade, pediu a expulsão sumária do vereador e ele foi afastado do Conselho de Ética da Câmara do Rio.

O caso

Henry Borel - Reprodução/Redes Sociais - Reprodução/Redes Sociais
Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 8 de março, no Rio de Janeiro
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Henry era filho de pais recém-divorciados e passou o final de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida. Por volta das 19h de 7 de março, Leniel deixou a criança no condomínio onde reside a mãe.

Câmeras de segurança flagraram a chegada do menino. Monique Medeiros da Costa e Silva namora o vereador desde outubro passado. Antes, ela trabalhava como professora e agora ocupa cargo no Tribunal de Contas do Município.

De acordo com as investigações, na madrugada do dia 8, o padrasto de Henry e a mãe da criança levaram o menino ao Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, onde relataram que a criança apresentava dificuldade respiratória. O casal então ligou para o pai do garoto para relatar o ocorrido.

Leniel foi até a unidade de saúde e encontrou os médicos tentando reanimar a criança. Orientado pelos profissionais do hospital, o pai do menino abriu uma ocorrência na 16ª DP para entender o que aconteceu com o filho. A morte do menino ocorreu ainda no dia 8.

O laudo da necropsia de Henry indicou sinais de violência e a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente.

No documento, a perícia constatou múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores; infiltração hemorrágica na parte da frente, lateral e posterior da cabeça; edemas no encéfalo; grande quantidade de sangue no abdômen; contusão no rim à direita; trauma com contusão pulmonar; laceração hepática (no fígado); e hemorragia retroperitoneal.

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