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Brasil vive fase um tanto quanto imprecisa, diz Bolsonaro em evento militar

do UOL

Fábio Castanho e Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em São Paulo e Brasília

08/04/2021 10h46Atualizada em 08/04/2021 12h27

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou hoje a generais recém-promovidos que o país vive fase "um tanto quanto imprecisa" e que as Forças Armadas representam uma "estabilidade" para a nação, atuando dentro dos limites "das quatro linhas da Constituição".

O governante também voltou a utilizar a expressão "meu Exército", termo que gerou forte repercussão há exatamente um mês, quando ele disse que não usaria os militares para impor medidas de restrição nacionais em face do enfrentamento à pandemia da covid-19.

"Agradeço ao meu Exército brasileiro, o qual ainda integro, ao nosso Exército brasileiro, por este momento", disse Bolsonaro, na abertura do discurso.

"O nosso Exército, tradição, o nosso Exército de respeito, de orgulho, bem como reconhecido por toda nossa população, representa para o nosso Brasil uma estabilidade. Nós atuamos dentro das quatro linhas da nossa Constituição. Devemos e sempre agiremos assim. Por outro lado, não podemos admitir quem por ventura queira sair deste balizamento", completou.

Sem entrar em detalhes quanto ao raciocínio, Bolsonaro afirmou ainda que o país, assolado pelos efeitos da pandemia e em ritmo de quebra de recordes de mortes decorrentes da covid-19, vive uma "fase um tanto quanto imprecisa".

"Mas temos a certeza que, pelo nosso compromisso e tradição, sempre teremos como lema a nossa bandeira verde e amarela, e a perfeita sintonia com os desejos da nossa população."

O pronunciamento de Bolsonaro ocorre depois de trocas na área militar militar na última semana. O general Walter de Souza Braga Netto (ex-chefe da pasta da Casa Civil) assumiu o Ministério da Defesa no lugar do general Fernando Azevedo e Silva e, na sequência, houve mudanças nos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Ontem, durante visita a Chapecó (SC), o presidente declarou que havia conversado com o alto comando sobre o nível de contingência das Forças Armadas em caso de distúrbios. Bolsonaro já declarou repetidas vezes temer que, frente aos impactos econômicos da pandemia e perda de emprego e renda, o país possa entrar em um estado de caos social.

O governante também levantou a tese, sem apresentar indícios, de que eventuais distúrbios poderiam ocorrer não apenas por "necessidade" (devido ao agravamento da situação econômica), mas também por "maldade".

"Não fico feliz em conceder auxílios, gostaria que não fosse preciso, mas é para evitar um mal maior. Temo problemas sociais gravíssimos no Brasil, converso com as nossas Forças Armadas... Se eclodir isso pelo Brasil, o que vamos fazer? Temos efetivo para conter a quantidade de problemas que podemos ter? E outra, é uma explosão por maldade ou por necessidade? O que devemos fazer para evitar isso aí? Como preparar?", disse.

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