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Biden anuncia restrições a armas contra 'epidemia' de violência

08/04/2021 15h17

WASHINGTON, 8 ABR (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (8) uma série de medidas executivas para conter a violência armada, o que ele classificou como uma "epidemia" no país. "A violência com armas de fogo neste país é uma epidemia e uma fonte inacreditável de vergonha internacional", afirmou o democrata. "É uma epidemia, pelo amor de Deus, e tem que acabar".   

A declaração foi dada durante pronunciamento na Casa Branca, no qual contou com a presença da vice-presidente Kamala Harris e do secretário de Justiça, Merrick Garland.   

"Hoje estamos tomando medidas para enfrentar não apenas a crise das armas, mas uma crise de saúde pública", disse Biden. "A ideia de que temos tantas pessoas morrendo todos os dias por causa da violência armada nos Estados Unidos é uma mancha em nosso caráter como nação".   

Entre as medidas apresentadas estão o aumento de restrições às "armas fantasmas" e acessórios; acompanhamento maior sobre o tráfico de armas de fogo; investimento em programas de intervenção nas comunidades com maior número de violência; e incentivo aos estados para suspenderem temporariamente o porte de armas para quem representa riscos.   

Sobre as "armas fantasmas", os itens caseiros geralmente pode ser montados na residência e não podem ser rastreadas devido ao fato de não possuírem números de série. Atualmente, é legal construir uma arma em uma casa ou oficina e não há nenhuma exigência federal para uma verificação de antecedentes.   

"Qualquer um, de criminoso a terrorista, pode comprar esse kit e, com apenas 30 minutos, montar uma arma", explicou Biden.   

Por isso, o Departamento de Justiça emitirá uma proposta de regra exigindo que esses kits de armas sejam registrados sob a Lei Nacional de Controle de Armas, para exigir que as peças sejam feitas com números de série e que os compradores recebam verificações de antecedentes.   

Além disso, outra regra a ser validada dentro dos próximos 60 dias determina que armas equipadas com os dispositivos conhecidos como "cintos estabilizadores", que tornam os disparos mais precisos e, portanto, mais letais, estarão sujeitas aos requisitos da mesma lei.   

O anúncio de Biden cumpre uma promessa que o presidente fez no mês passado de tomar "medidas de bom senso" imediatas para lidar com a violência armada, depois que uma série de tiroteios em massa no Colorado, na Geórgia e na Califórnia, chamaram a atenção para o assunto. A decisão foi tomada no mesmo dia um novo ataque, este na Carolina do Sul, onde cinco pessoas foram mortas. (ANSA)
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