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Após xingamento, Doria pede calma e oferece vacina anti-rábica a Bolsonaro

Governador de São Paulo repetiu para o presidente a frase que já virou seu jargão na internet: "Vou te vacinar também" - Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo
Governador de São Paulo repetiu para o presidente a frase que já virou seu jargão na internet: "Vou te vacinar também" Imagem: Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo
do UOL

Do UOL, em São Paulo

08/04/2021 17h19

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reagiu com humor hoje aos xingamentos feitos contra ele pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Após Bolsonaro ter chamado Doria de "vagabundo" em um jantar com empresários na capital paulista, o governador pediu calma ao presidente e ofereceu a vacina anti-rábica produzida pelo Instituto Butantan.

A publicação feita no Twitter dá sequência a uma série de posts e respostas que Doria tem feito nos últimos dias prometendo vacinar internautas com a CoronaVac, a vacina contra a covid-19 produzida pelo Butantan e que fornece a grande maioria das doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados.

Por isso, o governador repetiu a frase que tem escrito até para críticos da sua gestão nas redes sociais, afirmando que irá vacinar o presidente. Neste caso, porém, com a vacina contra a raiva.

"Calma, Jair Bolsonaro. Além da CoronaVac, o Butantan é especialista na anti-rábica. Fique tranquilo, vou te vacinar", publicou Doria.

Os xingamentos feitos por Bolsonaro ao governador foram relatados por Mônica Bergamo, colunista do jornal Folha de S. Paulo. Em encontro na casa de Washington Cinel, fundador da empresa de segurança privada Gocil, o presidente disse que Doria "é um vagabundo, caralho".

Os xingamentos tiveram como base a decisão de Doria de decretar medidas restritivas em São Paulo como forma de combate à pandemia de covid-19. Bolsonaro é contra fechar o comércio, além de bares e restaurantes, e afirma que o governador está acabando com empregos com a atitude.

O estado vive uma fase emergencial desde 15 de março, que tem previsão para durar até o próximo domingo (11). Após várias unidades de saúde colapsarem e a ocupação de leitos de UTI ultrapassar 90% no estado, ontem o índice baixou pela primeira vez em três semanas.

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