PUBLICIDADE
Topo
Notícias

Notícias

Austrália culpa União Europeia por atraso do plano de vacinação

Primeiro-ministro da Austrália culpou a União Europeia pelo atraso da campanha de vacinação no país - Kelly Barnes/AAP Image via Reuters
Primeiro-ministro da Austrália culpou a União Europeia pelo atraso da campanha de vacinação no país Imagem: Kelly Barnes/AAP Image via Reuters

Em Sydney

07/04/2021 06h31

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, culpou a UE (União Europeia), hoje, pelo atraso da campanha de vacinação na Austrália, apontando o atraso na chegada das vacinas ao país.

Em resposta às críticas da oposição, Morrison citou a escassez de vacinas e os "rígidos controles de exportação" da UE para explicar por que seu país recebeu apenas 700.000 doses de uma encomenda de 3,8 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca.

A Austrália teve bastante sucesso em conter a propagação do coronavírus, mas está ficando para trás no que diz respeito à vacinação.

Inicialmente, o governo australiano se comprometeu a administrar quatro milhões de doses até o final de março. Hoje, porém, o número total de vacinas injetadas até o momento é de apenas 920.000. Isso gerou uma onda de críticas e obrigou Morrison a improvisar uma entrevista coletiva para explicar a situação.

"Um total de 3,1 milhões de vacinas não chegou à Austrália. Não há discussão, conflito, disputa, ou confronto. É uma simples observação", disse o primeiro-ministro.

"Scott Morrison deve parar de dizer que não há urgência. A vacinação é nossa passagem de volta à normalidade", disse o líder da oposição trabalhista, Anthony Albanese.

"O governo deve se mexer", acrescentou.

A Austrália recebeu 870.000 doses da vacina da Pfizer/BioNTech que está sendo aplicada aos trabalhadores da linha de frente.

As autoridades contavam, principalmente, com as importações de vacinas da AstraZeneca e com doses fabricadas localmente para tratar sua população.

No início de março, porém, a Itália anunciou que havia bloqueado a exportação para a Austrália de 250.000 doses da vacina da AstraZeneca, alegando uma "escassez persistente" e "atrasos no fornecimento" para a Itália.

Com 25 milhões de habitantes, a Itália registrou até agora 30.000 casos de covid-19.

Notícias