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Presidente do Chile promulga lei que adia por cinco semanas eleição de constituintes

"Não achamos prudente ou conveniente realizar eleições no próximo fim de semana", disse Piñera - Edgard Garrido
'Não achamos prudente ou conveniente realizar eleições no próximo fim de semana', disse Piñera Imagem: Edgard Garrido

06/04/2021 20h05

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, promulgou nesta terça-feira (5) a lei que adia por cinco semanas as eleições de prefeitos, governadores e constituintes originalmente programadas para 10 e 11 de abril, em decorrência do forte aumento das infecções de coronavírus no país.

"Não achamos prudente ou conveniente realizar eleições no próximo fim de semana", disse Piñera em cerimônia no palácio de La Moneda, nove dias após anunciar o projeto de adiar as eleições para 15 e 16 de maio.

"As razões que nosso governo teve para promover este adiamento são muito sólidas e são basicamente duas: cuidar da saúde de nossos compatriotas e, em segundo lugar, cuidar da saúde de nossa democracia", acrescentou o presidente.

Piñera explicou que a decisão foi tomada com base no forte surto da pandemia no Chile, onde apesar do rápido processo de vacinação - com mais de sete milhões de pessoas inoculadas com pelo menos uma dose - há recordes diários de contaminações.

Os números de mais de 8.000 novas infecções em 24 horas são maiores do que os da primeira onda.

Além disso, o país sofre com o surgimento de novas variantes do vírus, a alta demanda em que as unidades de terapia intensiva se encontram em hospitais, com 95% de ocupação. A comunidade científica também se manifestou de forma unânime a favor do adiamento da eleição.

De acordo com Piñera, todas essas considerações "anteciparam uma alta abstenção dos cidadãos se as eleições fossem realizadas no próximo fim de semana, e uma alta abstenção sem dúvida afeta a saúde de nossa democracia".

O presidente promulgou a lei horas depois que o Congresso conseguiu despachar o projeto, que teve de contornar uma Comissão Mista de senadores e deputados como última etapa legislativa, pois as divergências entre as duas câmaras não puderam ser superadas, voltadas sobretudo para outra aspectos práticos da resolução.

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