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TV: Servidores de hospital em RO receberam doses de duas vacinas diferentes

Ao menos 35 funcionários do Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho, foram vacinados equivocadamente - Adnan Abidi/Reuters
Ao menos 35 funcionários do Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho, foram vacinados equivocadamente Imagem: Adnan Abidi/Reuters
do UOL

Do UOL, em São Paulo

23/02/2021 22h14Atualizada em 23/02/2021 22h25

Ao menos 35 funcionários do Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho, receberam doses de duas vacinas diferentes contra a covid-19 — a CoronaVac e a AstraZeneca/Oxford. Segundo relatos feitos à Rede Amazônica, afiliada da TV Globo na região, o erro aconteceu porque os dois profissionais encarregados da imunização não se atentaram aos frascos ou aos comprovantes de vacinação.

Iniciada ontem, a campanha de imunização na unidade foi confusa e desorganizada, ainda de acordo com os funcionários. Foram enviados dois vacinadores ao hospital, sendo um para aplicar a segunda dose CoronaVac em quem já havia sido vacinado e outro para a primeira dose da AstraZeneca/Oxford. Mas, sem orientação, eles acabaram trocando os imunizantes em várias pessoas.

"Não é questão de 'ah, foi a colega [que tomou a vacina] que errou'. É porque um vacinador era responsável por uma vacina e o outro era responsável pela outra. A questão é que não foi orientado direito, não foi esclarecido antes de aplicar os imunizantes", contou um profissional à TV.

Fotos dos comprovantes de vacinação divulgadas pela Rede Amazônica mostram que o lote das vacinas aplicadas nos funcionários é diferente. Segundo explicaram os servidores, o de número 202010040 corresponde à CoronaVac, enquanto o 4120Z005 se refere à AstraZeneca/Oxford.

A reportagem do UOL procurou o primeiro número no site do Instituto Butantan e, de fato, o lote corresponde à CoronaVac. Já na página da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) não há uma relação dos lotes da AstraZeneca/Oxford já liberados, mas o número 4120Z005 aparece como referente à vacina em diferentes sites de prefeituras que utilizam o imunizante — como Pimenta Bueno, também em Rondônia.

Procurados pela Rede Amazônica, o governo de Rondônia e a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Porto Velho dizem estar investigando o caso. O primeiro ainda reforçou que a aplicação das vacinas é de responsabilidade das prefeituras e, portanto, cabe aos municípios treinar seus profissionais.

"Neste caso específico, a prefeitura de Porto Velho pediu apoio ao hospital para aplicar as vacinas nos servidores da unidade. Os profissionais de Saúde inseridos no grupo prioritário, que possivelmente tenham recebido as doses, já estão sendo acompanhados e recebem toda a assistência", informou a administração estadual.

O Ministério da Saúde foi notificado sobre o incidente, de acordo com a Semusa.

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