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Anvisa aprova registro definitivo de vacina da Pfizer

23/02/2021 10h35

SÃO PAULO, 23 FEV (ANSA) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro definitivo da vacina anti-Covid desenvolvida pelo laboratório alemão Biontech e pela multinacional americana Pfizer.   


O imunizante apresentou eficácia de 95% nos estudos clínicos de fase 3 e já está em uso em países como Chile, Estados Unidos e Israel, além da União Europeia, mas ainda não foi comprado pelo Brasil.   


A vacina da Pfizer é a primeira com registro definitivo da Anvisa, já que a Coronavac (Sinovac/Butantan) e a Covishield (Oxford/AstraZeneca/Instituto Serum da Índia) receberam aprovação apenas para uso emergencial, o que impede sua aplicação em clínicas privadas e a vacinação fora dos grupos e prazos pré-definidos.   


"O imunizante do laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa, que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro", diz um comunicado do diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres.   


A Pfizer chegou a oferecer 70 milhões de doses para o Brasil ainda no ano passado, com entregas a partir de dezembro, mas o governo de Jair Bolsonaro ignorou a proposta. Em janeiro, o Ministério da Saúde chegou a dizer que os lotes iniciais seriam uma "conquista de marketing" para a empresa e uma "frustração" para os brasileiros, já que não seriam suficientes para imunizar a maior parte da população.   


Atualmente, com a escassez de doses da Coronavac e da Covishield, diversas cidades, incluindo o Rio de Janeiro, tiveram de interromper suas campanhas de vacinação contra o novo coronavírus.   


O governo Bolsonaro também reclama de uma cláusula que isenta a Pfizer de responsabilidade por efeitos colaterais graves da vacina e de outra que estabelece Nova York como local de resolução de litígios.   


No fim do ano passado, o presidente da República ironizou as exigências, dizendo que a multinacional não queria ser responsabilizada se as pessoas virassem "jacarés". (ANSA).   


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