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Biden firma decretos para promover a igualdade racial

26/01/2021 21h02

WASHINGTON, 26 JAN (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, firmou na tarde desta terça-feira (26) uma série de decretos nacionais para promover a igualdade racial no país, uma promessa de sua campanha. As medidas confirmam um post feito pelo próprio mandatário em sua conta oficial no Twitter.   

"Os Estados Unidos nunca cumpriram sua promessa fundamental de igualdade para todos, mas nunca deixou de tentar. Hoje, eu vou tomar ações para avançar na igualdade racial e nos aproximar dessa união perfeita que sempre tentamos ser", escreveu.   

Entre as medidas, estão a criação de uma comissão sobre a ações policiais, em parte como uma resposta às mortes de negros nas mãos de agentes públicos, também a organização de uma comissão para promover políticas públicas de igualdade no desenvolvimento urbano, e medidas voltadas aos direitos de votos e de saúde pública dos negros.   

Segundo o democrata, a habitação "é um direito nos EUA e a propriedade de uma casa é uma ferramenta essencial para geração de riqueza e para ser passada de geração em geração".   

As novas determinações de Biden também incluem regras contra o racismo, de maneira geral, e contra a xenofobia, como aquela sofrida pelas comunidades de descentes asiáticos e de povos das ilhas do Pacífico no país por conta da pandemia de Covid-19.   

"Nunca vivemos totalmente de acordo com os princípios fundadores desta nação - para falar o óbvio - de que todas as pessoas são criadas iguais e têm o direito de serem tratadas igualmente durante suas vidas", declarou o presidente, em ato na Casa Branca. "E está na hora de agir, não apenas porque é o certo a fazer, mas porque se o fizermos estaremos todos melhores".   

Além de Biden, o anúncio dessa tarde contou com a presença da vice-presidente, Kamala Harris, e da conselheira de política interior, Susan Rice.   

O decreto assinado pelo chefe de Estado americano ainda recomenda que o Departamento de Justiça não renove contratos com gestores privados de prisões, na tentativa de encerrar o uso de locais do tipo.   

Para Biden, a decisão foi tomada para começar a "impedir empresas de lucrarem" com os detentos. Por fim, afirmou que as medidas são apenas o início do plano de seu governo para combater os problemas sistêmicos da justiça criminal dos Estados Unidos.   

Essas são novas medidas de uma das principais promessas de campanha dos democratas em meio aos protestos antirracistas que se espalharam pelo território desde o assassinato do negro norte-americano George Floyd pelo policial branco Derek Chauvin, em maio de 2020.   

Logo que assumiu o cargo de presidente, Biden já assinou um decreto que exige que as agências e órgãos federais "busquem uma aproximação total de igualdade para todos, incluindo pessoas de cor e outros que foram historicamente ignorados, marginalizados e afetados adversamente por uma persistente pobreza e desigualdade".   

Vacinas - Além dos novos decretos, Biden anunciou hoje que está aumentando as compras de vacinas anti-Covid para receber a quantidade suficiente para proteger 300 milhões de americanos até o final do verão.   

De acordo com o presidente, seu governo comprará 100 milhões de doses adicionais de cada um dos dois imunizantes aprovados no país contra o novo coronavírus Sars-CoV-2.   

"Esta vacina é suficiente para vacinar 300 milhões de americanos até o final do verão, início do outono", disse Biden, chamando o esforço para aumentar o fornecimento de um "esforço de guerra".   

As compras das farmacêuticas Pfizer e Moderna ocorrem no momento em que o governo Biden está tentando aumentar a produção de vacinas e a capacidade dos estados de injetá-las.   

Biden também anunciou um aumento de cerca de 16% nas entregas dos lotes das vacinas aos estados nas próximas semanas, em meio às reclamações de escassez de alguns locais de vacinação nos EUA. (ANSA)
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