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Secretário de SP lamenta por bares, mas compara com Amazonas: 'catástrofe'

Jean Gorinchteyn disse que São Paulo vai evitar catástrofe de saúde com novas restrições - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Jean Gorinchteyn disse que São Paulo vai evitar catástrofe de saúde com novas restrições Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
do UOL

Colaboração para o UOL

25/01/2021 09h36Atualizada em 25/01/2021 12h48

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou hoje que entende as reclamações dos donos de bares e restaurantes. A partir de hoje esses locais terão que fechar entre 20h e 6h em toda região metropolitana do estado. Mas comparou a situação com algo que o Amazonas viveu recentemente e disse que está evitando uma "catástrofe" na saúde, por causa da pandemia de covid-19.

Temos que olhar o que aconteceu no Amazonas. Em 20 de dezembro, comerciantes fizeram manifestações contra o que as autoridades definiram. Depois da manifestação, abriu-se tudo. E a catástrofe aconteceu. Então sabemos que tem o indivíduo impactado. Mas temos que preservar vidas e olhar a população de forma global
Jean Gorinchteyn em entrevista à Rádio Bandeirantes

Segundo o secretário, a pouca quantidade de doses de vacina contra covid-19 impede que haja uma previsão sobre melhorias no futuro para atividades não-essenciais.

"A grande questão é que não temos uma perspectiva. Se tivéssemos hoje uma grande quantidade de doses de vacina, para falar 'daqui a alguns meses estará todo mundo protegido', teríamos uma resposta. Mas temos uma pequena quantidade de doses e estamos gradativamente imunizando, mas temos que manter regras e restrições. No período noturno, acontecem aglomerações, então a restrição passa a ser no período noturno, evitando circulação em bares e restaurantes", destacou o secretário.

Gorinchteyn também lembrou que o Plano São Paulo flexibilizou regras da fase laranja, justamente para manter restaurantes abertos pelo menos no horário comercial. Mas afirmou que os hábitos noturnos, especialmente o consumo de bebida alcoólica, fazem a pandemia crescer.

"O comércio de bebidas alcoólicas é facilitador da aproximação, para a pessoa falar alto, rir e se aproximar por um período maior. A divisão entre bar e restaurante é algo muito difícil, mas restaurante respeita muito mais e tem condição de criar ambiente seguro, mas acaba sendo prejudicado na dimensão daquilo que a gente faz. Mas é importante que medidas sejam mantidas nesse modelo", comentou Jean.

Créditos para restaurantes

A secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, também mostrou preocupação com bares e restaurantes. Segundo ela, o governo está preparando uma nova linha de créditos para os empresários desse setor.

"Durante a primeira etapa da pandemia, esses setores podiam contar com o auxílio emergencial e com o programa de crédito do governo federal. O auxilio foi interrompido. O programa de crédito tinha taxas de juros elevados. Então estamos trabalhando com nossos programas do governo estadual", disse Patricia em entrevista à CNN Brasil.

"Até dezembro, já tínhamos disponibilizado R$ 2 bilhões. Taxas de juros são muito baixas. E estamos iniciando um processo de desenhar linhas customizadas para setores de bares, restaurantes, comércios, turismo e eventos. Durante a semana vamos detalhar e estamos estudando como expandir essas linhas", completou a secretária.

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