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1 mês

Professora de Oxford diz que Brasil acertou na estratégia de dose única

Sue Ann Costa Clemens liderou pesquisas da vacina de Oxford no Brasil - Arquivo pessoal
Sue Ann Costa Clemens liderou pesquisas da vacina de Oxford no Brasil Imagem: Arquivo pessoal
do UOL

Colaboração para o UOL

25/01/2021 11h18

O Brasil recebeu recentemente 2 milhões de doses da vacina produzida pela farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Todas doses serão aplicadas imediatamente, sem reservar as doses de reforço. De acordo com Sue Ann Costa, professora de Oxford, o país acertou nessa decisão, pois a vacina permite que a segunda dose seja aplicada apenas 90 dias depois da primeira.

"A vantagem dessa vacina é ter esse espaço de 90 dias entre uma dose e a dose de reforço. A imunização primária já acontece após uma dose. Isso é uma vantagem grande. Já temos isso no Lancet (revista científica) e vamos submeter nessa semana mais um artigo explorando todas essas nuances de uma dose, que não foi tão bem explorada no artigo passado", explicou Sue em entrevista à CNN Brasil.

Sue coordenou pesquisas da vacina de Oxford no Brasil. Segundo ela, os desenvolvedores sempre acreditaram que ela teria um efeito importante desde a primeira dose.

"Começamos o estudo com uma dose. A gente sempre acreditou que essa vacina conferisse imunidade após a primeira dose. (...) Tenho certeza que, após a primeira dose, ela já protege por 3 meses, com 70% de eficácia para casos leves e moderados. E 100% para casos graves e hospitalização. Isso é super importante", ressaltou Sue.

Sue também falou sobre a proteção da vacina contra a nova variante do coronavírus. Ela admitiu que a eficácia pode ser menor neste caso, mas os estudos ainda estão sendo feitos.

"Estamos estudando em Oxford as variantes novas, que parecem ser mais transmissíveis, mas não sabemos se é mais letal. Estamos estudando a variante do Reino Unido e enviando amostras da variante de Manaus pra saber da eficácia. A gente acredita que funciona. Talvez perca um pouco de eficácia, mas coisa pouca de significância clínica. Se não perder eficácia em hospitalização e doença grave, isso já é muito importante", concluiu Sue.

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