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Cúpula virtual na Holanda sobre adaptação aos efeitos das mudanças climáticas

25/01/2021 08h13

Haia, 25 Jan 2021 (AFP) - Líderes de todo o mundo se reúnem virtualmente nesta segunda-feira (25) para a primeira cúpula dedicada ao fortalecimento da resiliência do planeta para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

Esses líderes, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, participarão por videoconferência da cúpula sobre adaptação às mudanças climáticas, organizada pela Holanda.

O encontro, no qual também falará o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e seu antecessor Ban Ki-moon, prevê a adoção de um "programa de ação de adaptação" para fazer frente aos efeitos como o aumento do nível de mar, condições climáticas extremas e colheitas ruins.

"Este ano de 2021 terá vários momentos cruciais em que os líderes e povos do mundo mostrarão verdadeiramente seu forte compromisso. Não fizemos praticamente nada na adaptação" até agora, declarou Ban Ki-moon a repórteres na semana passada.

A cúpula será realizada virtualmente devido à pandemia de coronavírus.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, declarou que seu país, do qual um terço do território está abaixo do nível do mar, tem séculos de experiência em proteger a terra da água e que espera compartilhá-la com outros.

"Se não aprendermos a administrar as consequências, se não conseguirmos nos adaptar, o impacto será desastroso", disse ele em um discurso por vídeo.

"Junto com vários líderes do planeta, vou lançar um programa de ação de adaptação detalhado", ressaltou.

- Muros e oportunidades -Boris Johnson, por sua vez, deve lançar uma iniciativa internacional chamada "Adaptation Action Coalition", que visa associar o Reino Unido, Egito, Bangladesh, Malaui, Holanda, Santa Lúcia e as Nações Unidas.

Essa coalizão trabalhará para "traduzir os compromissos políticos internacionais" sobre adaptação e resiliência às mudanças climáticas em "apoio local para comunidades vulneráveis", de acordo com Downing Street.

Em nota, o gabinete do primeiro-ministro especificou que Boris Johnson garantirá na cúpula que "é inegável que a mudança climática é uma realidade e que devasta vidas e economias. Temos que nos adaptar às mudanças em nosso clima e devemos fazer isso agora".

Esta cúpula é a primeira a enfocar os efeitos das mudanças climáticas, segundo os organizadores. As precedentes foram dedicadas principalmente ao combate às causas do fenômeno, em particular às emissões.

Trata-se, acima de tudo, de reduzir a vulnerabilidade dos países à elevação do nível do mar, às condições climáticas extremas e à escassez de alimentos.

O programa pode incluir o reforço de diques no mar, mas também como aproveitar novas oportunidades, como safras mais longas e o surgimento de novas áreas de cultivo, de acordo com os organizadores.

"A cúpula também terá como foco a obtenção de novos investimentos, para garantir que milhares de pequenos agricultores possam se adaptar às pressões geradas pelo clima na produção de alimentos", explica a ONU em seu site.

"Os organizadores da cúpula pediram novos fundos significativos para a pesquisa agrícola, bem como maior acesso a serviços de consultoria para agricultores e gestão de risco e serviços de financiamento", acrescenta.

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