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Acidente de ônibus que matou 19 iguala número de mortos em 3 anos na BR-376

Acidente de ônibus em Guaratuba deixa ao menos 19 mortos - Divulgação/PRF
Acidente de ônibus em Guaratuba deixa ao menos 19 mortos Imagem: Divulgação/PRF
do UOL

Vinícius Boreki

Colaboração para o UOL, em Curitiba

25/01/2021 20h07

O acidente com um ônibus que matou 19 pessoas em Guaratuba (PR) ocorreu em um local conhecido pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) por seu perigo. Nos últimos três anos, coincidentemente, 19 pessoas morreram (o mesmo número de óbitos ocorrido no tombamento do ônibus) e 236 ficaram feridas em acidentes no trecho de 15 quilômetros de serra da BR-376.

Os números de ocorrências estão caindo ano a ano no trecho, que tem volume médio de 43,6 mil veículos por dia. Em 2018, foram 128 acidentes (98 feridos e oito óbitos). No ano seguinte, o número caiu para 95 ocorrências, com 82 feridos e sete mortos. Já em 2020, foram 70 acidentes, 56 feridos e quatro mortos.

De acordo com a PRF, um dos locais mais perigosos deste trecho da serra da BR-376, área administrada pela concessionária Arteris Litoral Sul, é a chamada Curva da Santa, na altura do km 668,7, exatamente onde ocorreu o acidente de hoje.

O trecho está entre duas áreas de escape construídas justamente para evitar acidentes, especialmente com ônibus e caminhões. Esta curva teve 29 acidentes e nove tombamentos entre 2018 e 2020, conforme dados da concessionária. Foram 21 ocorrências (considerando acidentes e tombamentos) em 2018, com seis feridos e um morto; 12 ocorrências em 2019, com cinco feridos; e cinco ocorrências em 2020, com uma pessoa ferida.

Uma dessas áreas de escape está a pouco mais de um quilômetro do local do acidente. Inaugurada em novembro de 2019, ela está localizada no km 667,3. Entre 2019 e 2020, a obra registrou 59 entradas de veículos, com 129 vidas salvas, conforme dados da concessionária. O outro ponto de escape - que existe desde 2011 - está um pouco mais distante, na altura do km 671,6. De 2019 a 2020, a obra evitou 47 acidentes, com 55 vidas salvas.

De acordo com a concessionária, um ônibus que transportava 37 pessoas ingressou nesta área de escape neste mês, sem deixar feridos. Além da área de escape, a concessionária afirma ter investido R$ 4,7 bilhões em melhorias em todo o seu trecho de operação e, no local da serra, diz ter implantado seis controladores de velocidade, 30 quilômetros de iluminação e melhoria do pavimento e de reforço da sinalização.

Trecho perigoso

O trecho entre os quilômetros 660 e 675 é muito íngreme, de acordo com Andressa Mariotto, da Comunicação da PRF no Paraná. "Existem na região diversos radares fixos para controlar a velocidade dos motoristas que descem a serra, além de duas áreas de escape para os motoristas que perdem os freios", afirma. Conforme a PRF, nas operações de fiscalização realizadas no local, as irregularidades mais comuns são nos sistemas de freios, suspensão e barra de direção.

"Os motoristas que descem as serras devem fazê-lo dentro do limite de velocidade e utilizar freio motor, pois o uso excessivo do sistema de freios a ar pode fazer com que o veículo o perca, mesmo que esteja em boas condições", diz Andressa. As causas do acidente de hoje ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

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