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Trump pensou em substituir procurador-geral por resultados eleitorais

23/01/2021 09h56

Washington, 23 Jan 2021 (AFP) - O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump considerou substituir o então procurador-geral, Jeffrey Rosen, por um advogado do Departamento de Justiça que o ajudara a obrigar funcionários da Geórgia a mudarem os resultados da eleição presidencial nesse estado - informou a imprensa americana na sexta-feira à noite (22).

De acordo com o jornal The New York Times, Trump desistiu de seu projeto apenas quando soube que vários altos funcionários do Departamento de Justiça entregariam o cargo, se ele fosse adiante em seus planos.

Essa informação, também publicada pelo The Washington Post, surge a pouco mais de duas semanas do segundo julgamento de impeachment contra o republicano no Senado.

A Câmara de Representantes acusou Trump de incitar seus partidários a invadirem o Capitólio em 6 de janeiro, quando congressistas estavam reunidos para certificar a vitória de seu rival democrata, Joe Biden, nas eleições presidenciais de novembro. O bilionário republicano perdeu para Biden por pouco na Geórgia.

Segundo a mídia americana, Trump, que nunca reconheceu sua derrota e se declarou vítima de fraude eleitoral sem qualquer prova, estava cada vez mais frustrado com Rosen por não ter levado o Departamento de Justiça a interferir na contagem dos votos.

Por esse motivo, traçou um plano com Jeffrey Clark, um advogado do departamento que apoiava suas alegações sobre um suposto roubo das eleições, para lhe dar o cargo de Rosen, acrescentaram os jornais.

Durante uma reunião de três horas entre Trump, Rosen e Clark, porém, o ex-presidente decidiu recuar, diante da ameaça de demissões em massa no Departamento de Justiça, indica o New York Times.

Clark negou ter planejado substituir Rosen. Os demais envolvidos não responderam publicamente à notícia.

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